A família de Ranon Oliveira da Costa Junior, de 27 anos, de Timóteo, em Minas Gerai, vive momentos de desespero desde a última sexta-feira (7 de agosto), quando perdeu contato com o brasileiro durante uma tentativa de retorno aos Estados Unidos.
Parentes relatam que falaram com Ranon pela última vez por volta das 13h30 de sexta-feira. Depois disso, não conseguiram mais contato.
Mais tarde, receberam uma mensagem de um homem que, segundo eles, era o coiote responsável pela travessia. Foi ele quem informou que Ranon teria sido picado por uma cobra enquanto atravessava o deserto na região de Phoenix, no Arizona.
Ainda segundo o relato, uma equipe de resgate teria sido chamada. Depois, porém, o homem informou que Ranon havia morrido e que o corpo estaria sob responsabilidade das autoridades de imigração.
A informação deixou a família em choque, mas não trouxe respostas. Eles afirmam que não receberam foto, documento ou qualquer prova de que Ranon realmente morreu. Também não sabem se ele chegou a ser encontrado pelo resgate ou se pode estar vivo e recebendo atendimento em algum hospital.
Segundo o relato, o celular e os pertences de Ranon teriam sido colocados dentro de uma bolsa antes que o restante do grupo continuasse a viagem. Desde então, a família tenta descobrir se o brasileiro foi localizado pelas equipes de emergência e qual é, de fato, seu paradeiro.
“Estamos arrasados. Pelo medo também de não poder dar nem um velório digno. A gente não faz ideia do que aconteceu, se eles pegaram o corpo mesmo, se não pegaram ou se está lá jogado ainda”.
Ranon já havia sido deportado dos Estados Unidos em julho do ano passado. Segundo a família, ele estava tentando retornar ao país e já havia trabalhado como pintor em Boynton Beach, na Flórida.
Diante da falta de informações, eles enviaram um e-mail ao Consulado-Geral do Brasil em Los Angeles pedindo ajuda para localizar Ranon e esclarecer o que aconteceu. Enquanto aguardam respostas, familiares mantém a esperança de que o rapaz seja encontrado com vida.
