Imigração

Famílias de status migratório misto sentem impacto econômico de deportações

Casos mostram queda de renda, fechamento de negócios e aumento do uso de benefícios sociais nos Estados Unidos.

Estudos mostram o impacto econômico das deportações em famílias de status migratório misto nos EUA. Foto: Public Domain

Famílias de status migratório misto, ou seja, lares em que convivem um cidadão ou cidadã dos EUA e alguém de outra nacionalidade, são uma realidade crescente no país. São elas as que mais sentem os efeitos das políticas de deportação, que vão muito além da pessoa removida: a renda familiar despenca, pequenos negócios sofrem e aumenta a dependência de programas sociais.

É o que mostram estudos do Center for Migration Studies, com base em dados do Census Bureau. Nesses casos, a renda média da família pode cair quase pela metade quando o membro sem status legal é removido do país.

Pesquisadores da Syracuse University destacam que muitos desses imigrantes trabalham em setores cruciais como construção, serviços e agricultura, sustentando pequenas empresas e empregos locais. A saída de um integrante afeta não só a família diretamente, mas também a economia doméstica.

Na prática, famílias relatam dificuldades para manter negócios familiares, arcar com contas básicas e cuidar das crianças americanas que vivem no lar. O impacto também se estende ao uso de benefícios sociais, como food stamps e Medicaid, aumentando a pressão sobre o sistema público.

Do lado do governo, a justificativa segue a aplicação da lei migratória. O DHS (Department of Homeland Security) afirma que pessoas sem direito legal de permanência são removidas depois da decisão de autoridades de imigração.

Mas especialistas em imigração reforçam que os efeitos vão muito além do caso individual. Enquanto o governo intensifica as operações, famílias em todo o país lidam com menos renda, negócios enfraquecidos e a incerteza de manter a casa unida.

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