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FBI investiga se explosivo em frente à residência do prefeito de Nova York foi um ataque terrorista

De acordo com a polícia, o artefato tinha potencial para causar ferimentos graves ou até morte caso tivesse detonado completamente

Zohran Mamdani é o primeiro prefeito muçulmano da história da cidade e tornou-se figura central em debates políticos polarizados no país. Após o ocorrido, ele condenou tanto o protesto quanto a violência registrada durante a manifestação
Zohran Mamdani é o primeiro prefeito muçulmano da história da cidade e tornou-se figura central em debates políticos polarizados no país. Após o ocorrido, ele condenou tanto o protesto quanto a violência registrada durante a manifestação (Foto: Reprodução TV)

Especialistas em explosivos removeram, na noite de domingo, 8, um material suspeito de dentro de um carro e o retiraram do bairro do Upper East Side (NY). O próximo passo é determinar se ele tinha potencial explosivo. As novas evidências farão parte da investigação do FBI, que já apura o incidente com uma “bomba caseira”  ocorrido durante um protesto no sábado (7), diante do Gracie Mansion, residência do prefeito Zohran Mamdani, no Upper East Side, em Manhattan (NY). O caso está sendo investigado como possível episódio de terrorismo doméstico.

De acordo com a polícia de Nova York, o artefato era composto por um frasco envolto em fita e preenchido com porcas, parafusos e outros fragmentos metálicos, tinha potencial para causar ferimentos graves ou até morte caso tivesse detonado completamente. O explosivo atingiu uma barreira policial e se apagou antes de explodir. Ninguém ficou ferido.

O ataque ocorreu durante uma mobilização organizada pelo ativista conservador Jake Lang, que reuniu cerca de 20 participantes que denunciavam uma suposta “islamização” da cidade. O protesto envolveu também um grupo contrário à manifestação formado por aproximadamente 120 pessoas. A situação se agravou após um ativista usar spray de pimenta contra opositores. Pouco depois, um contra manifestante foi visto acendendo e lançando o artefato explosivo em direção à área onde estavam policiais e os rivais.

Dois jovens do estado da Pensilvânia — identificados como Emir Balat, de 18 anos, e Ibrahim Kayumi, de 19 — foram presos sob suspeita de participação direta no caso. Segundo as autoridades, um deles teria lançado o dispositivo, enquanto o outro forneceu o material utilizado. Outras quatro pessoas foram detidas por delitos relacionados ao protesto, incluindo uso de spray de pimenta, desordem pública e bloqueio de vias.

Investigadores buscam determinar se o episódio foi um ato isolado ou se há conexão com redes de radicalização ideológica. Entre os elementos analisados estão a origem dos materiais explosivos, contatos dos suspeitos e atividades online que possam indicar motivação extremista.

Com informações da ABC News.

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