Filho de Pelé volta a ser preso

Edinho está sendo acusado de estar envolvido em lavagem de dinheiro

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O ex-goleiro Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, está preso de novo. Ele foi detido na casa dele, em Santos, na manhã desta quinta-feira (02/02), por determinação da juíza substituta da1ª Vara Criminal da Praia Grande, Lizandra Maria Lapenna. A juíza determinou a prisão preventiva a pedido do Ministério Público no processo 896/05, que apura lavagem de dinheiro e corre paralelamente ao de tráfico de drogas.O filho de Pelé havia obtido liberdade provisória no último dia 17 de dezembro, graças a uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo de associação ao tráfico de drogas.

Os advogados de Edinho informaram que entrarão com pedido de liberdade ainda nesta quinta-feira. Segundo os policiais do Departamento de Narcóticos, que cumpriram o mandado de prisão, teriam surgido provas sobre lavagem de dinheiro. O processo, no entanto, corre em segredo de Justiça e não foram divulgados detalhes.

O filho de Pelé é acusado de associação com o tráfico de drogas e foi preso pela primeira vez em 6 de junho passado, numa operação da polícia paulista, que investigava a maior quadrilha de traficantes da Baixada Santista. Edinho havia sido preso juntamente com outras 12 pessoas acusadas de integrar a quadrilha do traficante Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho.

O ex-goleiro ficou 6 meses e 11 dias longe preso. Foram três meses de prisão na penitenciária de segurança máxima de Presidente Bernardes, em Regime Disciplinar Diferenciado – 23 horas por dia sem TV. Outros três meses ele ficou na Penitenciária 2 de Tremembé.

Depois de ser solto, Edinho visitou uma clínica para tratamento de dependentes químicos em Campinas, junto com Pelé. Ficou combinado que ele faria tratamento de dependência química de drogas apenas uma vez por semana na clínica do padre Haroldo Rahm. Atividades como limpar banheiros, cuidar de hortas, participar de grupos de orações, além de acordar às 5h30m e se deitar às 22h diariamente, previstas no regime rígido ao qual a maior parte dos cerca de 150 residentes é submetido no instituto, não seriam aplicadas na terapia.

Acusado de envolvimento com o tráfico de drogas, Edinho usa como linha de defesa a argumentação de que é somente ‘viciado em maconha’. “O caso dele (Edinho) é leve, não é de internação, porque ele não perdeu o controle. Não é um caso tão grave para retirá-lo da sociedade”, disse o padre Haroldo.