Fim das restrições de entrada para brasileiros nos EUA: saiba tudo aqui

Governo decreta o fim dos impedimentos para passageiros oriundos de diversos países a partir do dia 8 de novembro; conheça aqui as novas exigências para a entrada

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Cartão de vacinação covid-19 (foto: flickr)

Quase dois anos depois que os Estados Unidos impuseram severas restrições à entrada de estrangeiros no país por causa da pandemia, as coisas começam a se normalizar em novembro. Depois do dia 8 será permitida a entrada de turistas que estejam totalmente imunizados com as vacinas autorizadas em caráter de emergência pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A medida assinada pela Casa Branca acaba com o impedimento à entrada de estrangeiros oriundos de vários países, entre eles o Brasil e os que formam a comunidade europeia. Até agora, os passageiros que tinham passado por esses países até 14 dias antes da viagem estavam impedidos de entrar nos EUA.

As novas regras exigirão que as companhias aéreas coletem informações dos passageiros de todos os voos com destino aos EUA, para que sejam eventualmente contactados pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) caso haja alguma suspeita de contaminação após a entrada. O uso de máscara continua obrigatório nos voos, mas não haverá quarentena. Os passageiros também deverão apresentar um teste negativo para covid-19 feito em menos de 72 horas antes da viagem.

Os passageiros poderão apresentar prova de vacinação em papel ou em formato digital, e os agentes do U.S. Customs and Border Protection (CBP) ficarão encarregados da verificação dos documentos de vacinação, além dos documentos de praxe para entrada no país.

Crianças

Estrangeiros com menos de 18 anos estão isentos de apresentar prova de vacinação. Menores de dois anos de idade não precisarão do teste negativo para covid-19. Maiores de dois anos viajando com adultos totalmente imunizados deverão apresentar um teste negativo feito até 72 horas antes da viagem, enquanto crianças viajando sozinhas deverão apresentar teste negativo feito em menos de 24 horas antes da viagem.

Cidadãos americanos e residentes permanentes (portadores de green card)

A partir do dia 8 de novembro, cidadãos americanos ou residentes permanentes não vacinados terão de apresentar um teste negativo realizado no dia anterior ao embarque, e outro logo após a chegada nos Estados Unidos. Cidadãos e residentes permanentes vacinados deverão apresentar teste negativo feito em até 72 horas antes da viagem, mas não precisarão da vacina para embarcarem em voos internacionais com destino aos EUA.

Vacinas aprovadas pela Organização Mundial de Saúde

Johnson & Johnson

Moderna

Pfizer-BioNTech

Oxford-AstraZeneca/Covishield

Sinopharm

Sinovac (Coronavac)

Países liberados das restrições

África do Sul

Brasil

China

Índia

Irã

Irlanda

Reino Unido

Países europeus da Área Schengen (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estonia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Latvia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Mônaco, Noruega, Polônia, Portugal, República Tcheca, San Marino, Suécia, Suíça e Vaticano)

Exceções

Alguns indivíduos estrangeiros estão isentos da apresentação da prova de vacinação na entrada.

Menores de 18 anos, participantes de testes clínicos de vacinas contra covid-19 e passageiros com reações sérias e adversas às vacinas – como alergias severas à vacinações anteriores contra covid-19 – estarão isentos.

Indivíduos viajando com vistos que não sejam de turismo de países com menos de 10% de sua população vacinada que precisam entrar nos EUA por razões emergenciais ou humanitárias também estarão isentos do requerimento da vacina. Cerca de 50 países passam por carência de vacinas atualmente. O CDC não isentará da prova de vacina as pessoas que não a tomaram por motivo religioso ou convicções morais.

Haverá instalações para teste em indivíduos que provarem que tiveram covid-19 recentemente e estão totalmente recuperados. Eles terão de apresentar um teste positivo de covid-19 realizado em até 90 dias antes do embarque e uma carta de um profissional de saúde certificado declarando que estão liberados para viajar.