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Flórida enfrenta semana de calor extremo, com sensação de até 110°F

A ausência de nuvens e de chuva suficiente favorece a elevação das temperaturas, enquanto a umidade permanece elevada nas áreas próximas à costa

A exposição prolongada a temperaturas elevadas pode provocar desidratação. A recomendação é se hidratar antes mesmo de sentir sede e fazer pausas regulares em ambientes refrigerados (Foto: Freepik)
A exposição prolongada a temperaturas elevadas pode provocar desidratação. A recomendação é se hidratar antes mesmo de sentir sede e fazer pausas regulares em ambientes refrigerados (Foto: Freepik)

O fenômeno atinge praticamente todo o Estado, mas deve ser especialmente intenso no sul da Flórida e na região central, onde as autoridades alertam para os efeitos da combinação entre altas temperaturas e umidade. O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) mantém o aviso para condições capazes de provocar problemas de saúde relacionados ao calor.

Em Miami-Dade e Broward, a terça-feira (18) deve marcar o dia mais quente da semana, com temperaturas próximas de 100°F e índices de calor que podem chegar a 110°F. A possibilidade de recordes também permanece no radar dos meteorologistas até quarta-feira (19).

No interior do sul da Flórida, o calor pode ser ainda mais intenso em determinados momentos. A ausência de nuvens e de chuva suficiente favorece a elevação das temperaturas, enquanto a umidade permanece elevada nas áreas próximas à costa. Essa combinação faz com que diferentes localidades atinjam os critérios para alertas de calor.

Orlando deve registrar máxima de aproximadamente 97°F na terça-feira (18), enquanto o índice de calor pode chegar a 110°F. Na quarta-feira (19), a temperatura deve recuar, mas ainda poderá chegar a 95°F, com índice de calor próximo de 107°F.

Nos últimos dias, a Flórida Central registrou índices de calor entre 108°F e 112°F. A  previsão mantém as máximas na faixa dos 90°F, enquanto a umidade continuará contribuindo para elevar a sensação térmica. O sistema atmosférico limita a formação de nuvens, reduzindo as chances de tempestades.

A persistência do calor aumenta o risco de desidratação, exaustão térmica e insolação. Crianças, idosos e pessoas que passam longos períodos ao ar livre estão entre os grupos mais vulneráveis. Especialistas recomendam evitar atividades físicas intensas durante as horas mais quentes, fazer pausas frequentes em locais climatizados ou à sombra e manter uma hidratação constante.

Como é calculada a sensação térmica

O indicador combina a temperatura do ar com a umidade relativa e estima o impacto dessas condições sobre o corpo humano. Em um dia com temperatura de 97°F, por exemplo, o índice de calor pode chegar a 110°F. Isso ocorre porque o organismo encontra condições de dissipação de calor semelhantes às de uma temperatura muito mais elevada.

Quando o ar contém grande quantidade de vapor d’água, o suor evapora mais lentamente e o corpo perde parte de sua capacidade natural de resfriamento. Por isso, temperaturas que poderiam ser suportáveis em um ambiente seco tornam-se mais intensas sob a umidade da Flórida. O NWS ressalta que o índice é calculado para condições de sombra e vento fraco. Sob exposição direta ao sol, porém, a carga térmica pode ser ainda maior, e o índice pode aumentar em até 15°F.

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