Flórida não tem dinheiro para o seguro desemprego decretado por Trump, diz DeSantis

Segundo o governador, o estado - que é um dos mais afetados dos EUA pela pandemia- não tem como arcar com 25% dos $400 semanais ordenados por Trump.

0
1565
Ron DeSantis se runiu com jornalistas nesta quarta-feira (12) em Tallahassee, FL
Governador alegou que Pfizer "suspendeu" os carregamentos para o estado. Pfizer nega (foto: flickr)

O governador Ron DeSantis disse nesta terça-feira (12) que está procurando maneiras de atender à ordem executiva do presidente Donald Trump para estender os benefícios do seguro desemprego até o final do ano. Mas acrescentou que o estado provavelmente terá que pedir dinheiro emprestado ao governo federal para fazer isso acontecer.

No último sábado, Trump emitiu um decreto autorizando $44 bilhões da Federal Emergency Management Agency para repassar $400 semanais aos trabalhadores desempregados em função da pandemia de Covi-19 .

O programa anterior, que pagava $600 semanais, expirou em 31 de julho.

Pela nova ordem os estados terão que arcar com 25%, ou $100 para cada $400 gastos. A opção inicial seria usar recursos da Lei CARES, que repassou verbas federais para  todo os governos estaduais implementarem políticas de enfrentamento ao coronavírus.

Entretando, DeSantis disse que essa não é uma opção para a Flórida, que já usou mais de $ 5 bilhões em recursos  do CARES Act, até o momento.

 “Uma preocupação que tenho é – obviamente, este é um momento de orçamento difícil para nós, então se eu estou tendo que potencialmente ter uma receita geral obrigada para fazer frente ao novo seguro desemprego, isso é algo que seria muito problemático, dadas as nossas circunstâncias”, declarou DeSantis em uma coletiva de imprensa em Tallahassee nesta quarta-feira (12).

O governador também disse que está receoso em remanejar fundos imediatamente, e ocorrer uma contestação legal das ordens executivas de Trump, que foram emitidas sem o consentimento do Congresso.

“Há um limite sobre o que você pode fazer por meio de ações executivas”, disse DeSantis. “Estamos agora no ponto em que os presidentes simplesmente fazem isso. Mas eu quero ter certeza de que não há riscos legais”, disse.

Em junho, o estado da Flórida contava com mais de 1 milhão de desempregados. O benefício semanal máximo de desemprego pago pelo estado é $ 275, um dos mais baixos do país. DeSantis disse anteriormente que não poderia aumentar unilateralmente o limite semanal.