Goleiro da Chape fala em ser paratleta e até cogita carreira de cantor

Jackson Follmann é exemplo de superação

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Jackson Follmann recebeu o troféu da Copa Sulamericana
Jackson Follmann recebeu o troféu da Copa Sulamericana

DA REDAÇÃO (com UOL) – O goleiro da Chapecoense sobrevivente da queda do avião da Lamia que matou 71 pessoas em novembro, Jackson Follmann, pretende seguir carreira de para-atleta ou cantor.

Follmann participou do programa Encontro com Fátima Bernardes desta quinta (26) e soltou a voz novamente, assim como havia feito na transmissão da Rede Globo do jogo entre Brasil e Colômbia.

“A minha voz ainda está fraca. Também tem a emoção e a voz não sai”, comentou o goleiro após cantar e tocar violão no programa da emissora carioca. O goleiro cantou em homenagem a noiva Andressa Perkovski e afirmou que já pensou em ser cantor.

Ainda em processo de recuperação, a próxima etapa do tratamento do goleiro será colocar prótese na perna direita e voltar a andar. Follmann pensa em não deixa o mundo do esporte e ser para-atleta.

Jackson Follmann
Jackson Follmann

“Dependo de como meu corpo vai responder. Tive a visita de alguns paralímpicos, pessoas do esporte, que me deixaram à vontade, com as portas abertas. Claro que é uma coisa que não descarto nunca. O que soube fazer até hoje foi graças ao esporte. Se eu tiver condições e Deus permitir, vou tentar alguma coisa que me sinta bem. Talvez não sendo um atleta profissional, disputando uma Paralimpíada, mas certamente vou praticar um esporte. Se Deus permitir, quem sabe não viro um paralímpico? Vou ter muita coisa para analisar e escolher, mas a opção número um é a Chapecoense.

Jackson Follmann ainda fez uma previsão sobre quando voltará a andar. “Até o final de fevereiro quero estar caminhando”. “As pessoas não devem ter pena. Têm que me olhar sempre sorrindo, porque eu sempre vou olhar para elas sorrindo e com uma palavra de conforto. Quero acrescentar algo na vida das pessoas. Fico pensando como vai ser quando colocar a prótese, quando caminhar. Tenho certeza que vou poder fazer até mais do que fazia antes. Quero colocar logo a prótese e sair por esse mundão, fazer minha vida, correr para lá para cá, e quem sabe jogar uma bolinha… O momento é de paciência.