O governo dos Estados Unidos rejeitou uma recomendação para que câmeras corporais de agentes de imigração sejam acionadas automaticamente em situações de risco, como quando um policial saca a arma ou liga a sirene de uma viatura. A proposta buscava garantir o registro de abordagens, mesmo quando os agentes não ativassem os equipamentos manualmente.
A recomendação faz parte de um relatório do Government Accountability Office (GAO), órgão independente de fiscalização ligado ao Congresso americano, que identificou problemas nos programas de câmeras do ICE e da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).
Segundo o documento, as duas agências não atualizam seus planos de utilização dos equipamentos há anos. A fiscalização também encontrou agentes com dúvidas sobre quando deveriam iniciar as gravações, inclusive durante revistas e transporte de detidos.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) discordou da ativação automática. O órgão argumenta que o sistema poderia iniciar gravações por engano, expondo vítimas, informantes e pessoas que não fazem parte das operações.
A decisão ocorre em meio a questionamentos sobre o uso da força em ações migratórias. Para o GAO, mecanismos adicionais de controle ajudariam a garantir o registro das ocorrências e fortalecer a transparência.
Apesar da recusa, o DHS informou que adquiriu câmeras suficientes para equipar todos os agentes do ICE e que o treinamento para utilização dos dispositivos continua em andamento.
