Plano de expansão do sistema biométrico de imigração inclui testes de DNA

A medida, que já usada para identificar parentescos de imigrantes que cruzam a fronteiras dos EUA com crianças, passará a ser ampliada aos solicitantes de outros processo migatórios

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Pela regra, o órgão pode solicitar os testes em qualquer etapa dos processos migratórios (foto: pikiest)
Pela regra, o órgão pode solicitar os testes em qualquer etapa dos processos migratórios (foto: pikiest)

O Department of Homeland and Security (DHS), pretende ampliar a lista de dados biométricos a serem coletados dos solicitantes de serviços migratórios, adicionando, em alguns casos, testes de DNA.

A ideia é cofirmar vínculos familiares de estrangeiros naturalizados que transmitem a cidadania americana para parentes próximos, entre outras situações.

A proposta divulgada na terça-feira (1º), também sugere submeter  os imigrantes a  um sistema de reconhecimento facial e da íris, gravações de voz, além da tradicional coleta de impressões digitais.

“A regra proposta melhora o processo de triagem e investigação de antecedentes e reduz nossa dependência de documentos em papel para provar a identidade dos imigrantes e suas relações familiares”, observou o DHS em comunicado.

Pela regra, o órgão pode solicitar os testes em qualquer etapa do processo, até a naturalização. O que afetaria tanto os imigrantes que já se estabeleceram no país, quanto os que buscam o ajustamento de status.

A advogada de imigração, Sarah Pierce, disse pelo twiiter que essa regra é uma das mais perturbadoras do governo Trump. “Sujeitaria dezenas de milhões de pessoas a serem chamadas a qualquer momento por agentes da imigração para um exam biométrico super invasivo”, disse a advogada.

O DNA bruto não será armazenado, mas os resultados dos testes serão salvos em um arquivo oficial para todos os registros de imigração e naturalização, e poderão ser compartilhados com as autoridades policiais.

O DHS não mencionou se a medida implicará em novos custos para os imigrantes.   

A coleta de DNA já é usada para identificar parentescos de alguns imigrantes indocumentados que usam crianças para atravessar a fronteira dos EUA em busca de asilo.