Governo proíbe parcialmente a venda de cigarros eletrônicos

Objetivo é evitar consumo pelos jovens, depois de 26 mortes

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O uso do cigarro eletrônico causou a morte de pelo menos 26 pessoas nos EUA (Foto: Vaping360 - Flickr)
O uso do cigarro eletrônico causou a morte de pelo menos 26 pessoas nos EUA (Foto: Vaping360 - Flickr)

A FDA – a Administração de Drogas e Alimentos de Estados Unidos – anunciou que a venda dos refis com outros aromas dos cigarros eletrônicos será controlada. Há poucos meses, a Casa Branca chegou a acenar com possibilidade da proibição total dos vaporizadores aromatizados, depois que 26 pessoas morreram por causa do distúrbio conhecido como Evali – sigla em inglês para lesão pulmonar associada ao uso de vaping. O objetivo é evitar o uso do produto pelos os mais jovens, os maiores consumidores.

O secretário de Saúde dos EUA, Alex Azar, confirmou que não tem expectativa de que as restrições tirem totalmente os cigarros eletrônicos do mercado, mas vão ajudar a conscientizar a população. No final de novembro, o Congresso aprovou lei que aumentará, a partir de julho, a idade mínima para a compra dos produtos para 21 anos. A indústria do tabaco e dos cigarros eletrônicos tem se mobilizado para pressionar o governo e legisladores a evitar as proibições, com o argumento que isso poderia causar desemprego no setor em ano de eleição.

Além da nicotina, os cigarros eletrônicos podem conter aditivos para dar sabor de frutas, o que traz mais danos à saúde, pois cada um tem uma composição diferente, não regulamentada, que muda quando aquecida. É praticamente impossível saber que substâncias se tornarão depois do aquecimento e o que isso pode causar no organismo.