Em mais uma ação direcionada a coibir o número de imigrantes no país, o United States Citizenship and Immigration Services (USCIS) vai aumentar o efetivo responsável por revisar naturalizações passíveis de serem revogadas. O objetivo é cumprir com a meta estabelecida de desnaturalizar de 100 a 200 pessoas por mês.
Casos de desnaturalização são bastante raros, envolvem individuos que omitiram históricos criminais durante a aplicação para a naturalização, ou alguma violação prévia de direitos humanos.
Para fins de comparação, foram apenas 102 casos durante os quatro anos do primeiro mandato do presidente Trump, segundo o Departamento de Justiça. A meta agora é ter esse número como o mínimo de desnaturalizações por mês.
O porta-voz do USCIS, Matthew Tragesser, disse que a agência rotineiramente revisa casos de cidadãos naturalizados que demonstrem evidências consistentes de que a cidadania foi obtida de forma fraudulenta.
“Temos uma política de tolerância zero com relação a fraudes no processo de naturalização, e vamos proceder com a desnaturalização de qualquer indivíduo que tenha mentido ou distorcido informações pessoais”, disse Tragesser.
O Departamento de Justiça orientou os advogados encarregados da fiscalização para se concentrarem nos casos de desnaturalização, e citaram alguns exemplos onde ela é possível, de indivíduos que “representem um risco a segurança nacional” ou que tenham se envolvido com crimes de guerra, a pessoas que tenham fraudado Medicare ou Medicaid, ou ainda cometeram qualquer outro tipo de fraude junto ao governo.
