Governo transferiu para o ICE $10 milhões do orçamento que seria usado para atender emergências

FEMA garantiu que valor relocado ‘não fez diferença’ no orçamento do órgão que atende vítimas de desastres naturais

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FEMA, órgão governamental federal dedicado ao apoio às vítimas de desastres naturais
FEMA, órgão governamental federal dedicado ao apoio às vítimas de desastres naturais

O Departamento de Homeland Security transferiu cerca de $10 milhões do Federal Emergency Management Agency (FEMA) para o Immigration and Customs Enforcement (ICE), de acordo com documentos divulgados pelo senador Democrata Jeff Merkley, na terça-feira (11). O governo está sendo acusado de desviar o dinheiro que seria utilizado para auxiliar vítimas de desastres naturais para equipar a polícia de imigração.

O documento mostra que o dinheiro do orçamento do FEMA foi transferido para o ICE para financiar prisões de imigrantes e deportações. O documento mostra, também, que o Departamento de Homeland Security usou dinheiro do Customs and Border Protection para investir em tecnologia para segurança da fronteira.

A transferência faz parte de mais de $200 milhões alocados para financiar operações do ICE.

O senador acusou o governo de deixar de lado o apoio às vítimas de furacões, como o iminente Florence, para financiar operações de remoção de imigrantes.

“Não afetou nosso orçamento”

Oficiais do FEMA afirmaram nesta quarta-feira (12) que a transferência de $10 milhões para o ICE não afetou o orçamento da entidade, que vai continuar ajudando às vítimas de furacões.

“Nós temos diversas fontes de recursos para responder às necessidades que possam surgir com os desastres naturais”, disse Jeff Byard, do FEMA. “Esse dinheiro não teve qualquer impacto em nossas atividades”.

Ele ainda ressaltou que o dinheiro transferido não veio da conta de resposta a desastres.

O Departamento de Homeland Security ressaltou que o dinheiro repassado ao ICE representa apenas 1% do orçamento total do FEMA, que é de mais de $1 bilhão. (Com informações do New York Times e CNN).