Grupo Mulheres do Brasil

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Décio de Oliveira
Décio de Oliveira

O Grupo Mulheres do Brasil conecta pessoas. Colocamos a serviço dos brasileiros a natureza feminina, que acolhe, cuida e faz acontecer. Se você tem vontade de se dedicar a um trabalho voluntário mas não sabe a quem ajudar aqui nos Estados Unidos, venha nos conhecer!

EMPREENDENDO EM DIREÇÃO AO MAIS! – Workshop presencial em Deerfield Beach com Décio de Oliveira

O empreendedorismo é uma das maiores habilidades que a civilização moderna permite aos homens e mulheres de coragem gerar valor e com isso desenvolver economicamente sua vida e de sua comunidade.

Podemos dizer que quem inventou o fogo deu um salto importantíssimo que fez a humanidade mudar de patamar e de possibilidades de sobrevivência. Ao descobrir uma nova ferramenta e uma nova tecnologia, ele ou ela emprestou a seus pares também essa vantagem.

Esse é o grande ponto do empreendedorismo, não apenas o empreendedor trabalha para si, mas através da geração de valor, da criação de novas ferramentas, de novos métodos de trabalho, novos produtos ou serviços, é capaz de agregar valor para a sociedade como um todo.

O desafio moderno é fazer com que as pessoas possam empreender mais, permanecendo saudáveis e alcançando o sucesso. A pergunta é: o que inibe a habilidade de empreender? Ou o que, na verdade, permitiria que as pessoas pudessem empreender mais?

Para ilustrar, faço uso da minha jornada pessoal. Percebemos que enfrentei alguns bloqueios emocionais que, por anos, me impediram de ser um empreendedor de sucesso.

Como médico e empreendedor, pois eu possuo hoje nove empresas diferentes e caminhando para a décima, posso dizer que a minha vida nem sempre foi assim. Eu não era, necessariamente, um empreendedor no início da minha carreira como médico. Durante pelo menos 15 anos eu me aferrei exclusivamente à minha atividade como cirurgião e não via possibilidade de conseguir empreender com sucesso.

Muito disso tinha a ver com o fato de que meu pai, um empreendedor nato, dotado de grande criatividade e coragem, quebrou, perdendo absolutamente tudo, quando eu tinha 12 anos. Ele acabou se tornando alcoólatra e somente 20 anos mais tarde, conseguiu sair do alcoolismo e retomar a sua carreira empreendedora.

Durante esse período, eu vivenciei coisas que me levaram a ver meu pai como um fracassado e construir sérias críticas a ele. Destas críticas, eu extraí uma espécie de promessa: “nunca vou cometer os mesmos erros”. Mas isso termina por inibir a minha capacidade de empreender, porque quem promete não cometer um erro acaba não fazendo nada naquele sentido, já que, na vida, os erros são tão inevitáveis quanto a própria morte.

Eu acreditava que o problema estava no meu pai e não no contexto. Esse julgamento me levou a crer que eu era melhor do que ele. Seria como se eu dissesse que naquela mesma situação, eu não teria quebrado. Mas é claro que não, né? Eu tive acesso a uma vida mais leve e a mais recursos! E quem é que havia me fornecido esse contexto mais leve? Exatamente eles, meu pai e minha mãe.

Alguns anos mais tarde eu percebi esse engano e os movimentos que se seguiram me permitiram retomar a mesma habilidade que meu pai possuía e que eu também possuía, porém escondida debaixo de tantas críticas. Dessa forma pude destravar o meu potencial empreendedor, o que me gerou um patrimônio é um sucesso que eu nunca imaginei possível.

O que eu gostaria de dizer é que muitos dos bloqueios que impedem as pessoas de empreender com sucesso podem ser resolvidos quando determinados conflitos são olhados, decifrados e resolvidos.

O método com o qual trabalhamos, a abordagem sistêmica fenomenológica, é capaz de trazer à luz esses gatilhos ou problemas ocultos e ajudar o cliente a solucioná-los, destravando o potencial empreendedor que muitas pessoas possuem, mas não utilizam.

Gostaríamos de convidar aqueles que se sentiram tocados por esse texto para conhecer um pouco mais através de um workshop que vai acontecer no final de março e que é apoiado pelo Grupo Mulheres do Brasil.

31/março–6 às 10 p.m.

Hampton Inn Boca Raton–Deerfield Beach–660 W Hillsboro Blvd, Deerfield Beach, 33441

Para saber como se inscrever, nos envie uma mensagem pelo Instagram @grupomulheresdobrasil.sulfl

Ou acessar linktr.ee/sintoniaflorida

Adolescência e Identidade de Gênero – que fenômeno é este?

Antes da pós-modernidade, momento no qual vivemos, as certezas frente ao que se considerava como do gênero masculino, ou feminino, ou seja, os alicerces nos quais aquela sociedade se apoiava, eram outros. Era a época do positivismo, no qual os fatos eram: certo x errado, tudo x nada; masculino x feminino. Muito do que os jovens sentiam no que tange a identidade de gênero ficava escondida, sendo vivida como proibida e em algumas culturas ainda é considerada criminosa. Hoje observamos que ocorreu uma mudança significativa de paradigmas portanto, os jovens se informam e experimentam mais. Mas afinal, qual é a diferença entre identidade de gênero e orientação sexual?

Atualmente entendemos a identidade de gênero pela maneira como a pessoa se sente e se percebe em relação ao seu gênero, de maneira profunda e estritamente particular. Uma pessoa pode ter a identidade de gênero como feminina, masculina, trans, travesti — ou também ser designada como mulher, homem, mulher trans, travesti, homem trans, não binário (que não é masculino nem feminino), entre outras formas. “Cisgênero” e “transgênero” são termos usados para caracterizar identidades de gênero de forma mais ampla.

Já a orientação sexual pode ser simplesmente definida como o desejo sexual que um indivíduo sente por outro. Um “homem transgênero” pode sentir atração tanto por homens quanto por mulheres. Homossexual: atração pelo mesmo sexo. Bissexual: atração por ambos.

A identidade de gênero começa a se constituir ao mesmo tempo que a criança se desenvolve, na infância; e na adolescência ela se confirma. As mudanças do corpo na puberdade vão completar a identidade que a criança já percebe como sua e tem como repercussões a possibilidade de uma sexualidade completa sobre a sua identidade. Em alguns jovens, no entanto, essa transformação em menino ou menina e seus caracteres secundários (voz que se modifica, seios da menina que crescem, barba do menino que aparece) causam um certo mal-estar com essas mudanças e podem desencadear uma crise dramática. Os meninos sentem-se infelizes por serem meninos e não uma menina e a puberdade reduz seu sonho de transformar espontaneamente seu corpo no de uma mulher. As meninas por sua vez, sentem-se meninos e se desesperam ao ver crescer seus seios, característicos de mulheres.

Algumas crianças que não apresentam qualquer problema biológico, recusam o seu sexo atribuído, mesmo este com o qual nasceram. Esta recusa em aceitar seu sexo vem acompanhada de mágoa. Menino ou menina com Distúrbio de Identidade de Gênero anseiam que um milagre as transforme e a puberdade para eles/elas é muito difícil. Estas muitas vezes eram crianças que se sentiam pouco à vontade, solitárias, isoladas, e muitas vezes com dificuldades escolares. Na puberdade começam a perceber que seu mal-estar está ligado ao fato que o sexo do seu corpo não corresponde ao que elas dizem ser de sua “alma”. Procuram nas mídias respostas e encontram o nome do que sentem intitulado “transexualismo” e algumas vezes vão à busca de cirurgias e hormônios.

É importante compreender que a adolescência por si só já é um período de muitas transformações, questionamentos e lutos. Luto pela perda da inocência, pela perda do corpo infantil, pela perda de alguns privilégios e aumento de exigências e desafios por parte dos pais e da escola. Também há o sentimento de perda de controle pelo crescimento rápido de alguns, e de outros, lento demais.

Assim, somar a tudo isso a dificuldade em se aceitar neste novo corpo por não se sentir à vontade nele, é um problema importante que deve ser levado muito a sério. Não podemos esquecer dos adolescentes que ainda não tem certeza acerca da sua orientação sexual, já que tudo é permitido nos tempos atuais, desejam se experimentar. Nem todos fazem isso com sofrimento, alguns somente por curiosidade que vai além do ler, conversar. Sentem-se motivados a viver a experiencia e “matar a curiosidade”.

E agora, o que fazer como pais, educadores? Sempre manter o diálogo aberto, e tentar lembrar que todos fomos adolescentes um dia com nossos questionamentos e dificuldades. Quanto melhor a qualidade do relacionamento com os jovens, mais possibilidades de um bom desfecho. E qual seria esse? Aquele que traga felicidade ao adolescente, que ele se sinta aceito em sua totalidade e que seja possível acolher e entender o que está acontecendo com ele. Se ficar difícil, não hesite em procurar um profissional da saúde mental. Ser pai não significa nascer com um manual de instruções pronto para cada filho. São épocas diferentes, sociedades diferentes e é fundamental se adaptar!

Karina Brodski–Psicóloga Clínica, Mestre em Psicologia do Desenvolvimento. Email: karinabrodski@marcio_beck

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