Biden impõe novas sanções à Rússia e garante armas à Ucrânia

País irá enviar $350 milhões em ajuda militar aos ucranianos; sanções econômicas congelam os ativos do Banco Central russo nos EUA

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Tanques de guerra da Ucrânia seguem em direção à fronteira com a Rússia (foto: Flickr)

O presidente Joe Biden anunciou sanções adicionais contra a Rússia nesta  segunda-feira (28), sufocando ainda mais a economia do país europeu em retaliação à invasão da Ucrânia. A nova medida congela os ativos do Banco Central russo nos EUA, e proíbe cidadãos americanos de fazer qualquer negociação com a instituição. “Queremos colocar essa ação em prática antes de nossos mercados abrirem”, disse um alto do funcionário da Casa Branca, que não teve o nome revelado. Segundo ele, a Rússia planeja uma grande retirada de ativos alocados em todo o mundo e é “ necessário agir rápido”. Além disso, o U.S. Treasury Department aplicou bloqueios ao Fundo de Investimento Direto Russo e a seu CEO, Kirill Dmitriev- um conhecido aliado de Putin. “O presidente Vladimir Putin e seu círculo íntimo de comparsas confiam há muito tempo em Dmitriev para arrecadar fundos no exterior, inclusive nos EUA”, destacou o  Tesouro americano em nota, acrescentando:” Ao implementar essas restrições, continuamos a demonstrar nosso apoio inabalável à Ucrânia, e penalizar o círculo íntimo do presidente Putin ou àqueles ligados a ele, impedindo que o seu regime levante capital para financiar a invasão ao país vizinho”.

No sábado (26), o secretário de Estado americano, Antony Blinken, declarou que o país enviará mais $ 350 milhões em assistência militar à Ucrânia. O pacote inclui verba para compra de equipamentos contra ameaças blindadas, aéreas, entre outras. Biden já ressaltou que o país não vai mandar soldados para combater em território ucraniano.

Mais armas para a Ucrânia e fechamento do espaço aéreo

Além dos EUA, a União Europeia  (EU) também confirmou, durante uma reunião extraordinária no domingo (27), o financiamento de armas e outros equipamentos a serem enviados à Ucrânia.  O plano é gastar 500 milhões de euros em ajuda militar. Os líderes europeus também discutiram o fechamento do espaço aéreo para os  aviões da Rússia, incluindo os jatos privados, e o bloqueio às transmissões do canal de televisão “Russia Today” e da agência de notícias “Sputnik”, dois canais de comunicação estatais.