Homeland Security vai fazer teste de DNA em imigrantes para identificar fraudes na fronteira

Governo diz que resultados do exame ficarão prontos em até 90 minutos e têm objetivo de coibir fraudes de identidade

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Pela regra, o órgão pode solicitar os testes em qualquer etapa do processo (foto: pikist)
Pela regra, o órgão pode solicitar os testes em qualquer etapa do processo (foto: pikiest)

O governo americano não pode mais separar menores de idade de seus pais e familiares ao atravessarem a fronteira dos EUA e, com isso, aumentou o número de imigrantes indocumentados que usam crianças para atravessar a fronteira e buscar asilo.

Para colocar fim à essa prática, o Departamento de Homeland Security (DHS) está testando um projeto piloto que vai fazer exames de DNA – que ficará pronto em 90 minutos – em imigrantes na fronteira para provar o parentesco. O material genético será retirado por meio de um cotonete para retirada da saliva das bochechas.

De acordo com reportagem da CNN, o projeto piloto terá início nos próximos meses em duas partes da fronteira.

O DHS tem alertado para a exploração de crianças por traficantes de pessoas. Atualmente, o governo não pode prender crianças por mais de 20 dias, que são entregues às famílias (ou a pessoas que se passam por familiares) até a data da audiência com o juiz de Imigração. Essa prática é denominada “prende e solta” ou mais popularmente conhecida como “cai, cai”.

As informações coletadas não serão enviadas a nenhum banco de dados, segundo o governo.

“Esse projeto piloto faz parte de um processo investigativo maior e as informações serão utilizadas para coibir fraudes. Um indivíduo terá que consentir para fazer o teste e receberá todas as instruções e tudo será feito por profissionais capacitados”, disse o diretor do ICE Derek Benner.

O departamento informou que houve um crescimento de 315% do número de adultos que entram pela fronteira com crianças entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018.

Em março deste ano, 92 mil imigrantes foram presos na fronteira contra 37.390 em março de 2018. (Com informações da CNN)