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Homem que abandonou criança nos Everglades pode voltar ao corredor da morte na Flórida

O condenado deixou a menina sozinha, sem qualquer possibilidade de defesa ou sobrevivência. Ela foi atacada por jacarés pouco tempo depois de ser abandonada no local

O caso, ocorrido no final da década de 1990, é considerado um dos crimes mais brutais da história do estado (Foto: Reprodução redes sociais)
O caso, ocorrido no final da década de 1990, é considerado um dos crimes mais brutais da história do estado (Foto: Reprodução redes sociais)

Promotores do estado buscam restabelecer a possibilidade de aplicação da pena capital, argumentando que mudanças no entendimento jurídico permitem reavaliar sentenças em crimes de excepcional crueldade. A acusação sustenta que o abandono da criança em uma área infestada por predadores naturais equivale a um ato intencional de homicídio.

Harrel Franklin Braddy não tinha vínculo familiar com a vítima, Quatisha Maycock, mas havia conhecido a menina e sua mãe, Shandelle Maycock, com quem mantinha contato informal. Segundo a promotoria, elas foram obrigadas a entrar no carro do acusado após um desentendimento com a mulher.

No trajeto, ele agrediu fisicamente a mãe, deixando-a gravemente ferida e inconsciente em uma área isolada. Em seguida, levou a criança até uma região remota dos Everglades e a abandonou sozinha, sem qualquer possibilidade de defesa ou sobrevivência. Quatisha foi atacada por jacarés pouco tempo depois de ser deixada no local.

Durante a investigação, Braddy admitiu que sabia que a menina dificilmente sobreviveria naquele ambiente hostil. Em depoimentos posteriores, apresentou versões contraditórias sobre o motivo do abandono, mas investigadores apontaram que o objetivo era impedir que a criança relatasse a agressão sofrida pela mãe, o que reforçou a tese de homicídio premeditado.

Na época, o homem foi condenado e sentenciado à pena de morte, decisão que posteriormente passou por revisões judiciais. Segundo a defesa, a reabertura do caso viola garantias constitucionais, e os advogados tentam manter a sentença atual, que havia afastado a pena capital.

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