Uma nova controvérsia envolvendo a política migratória nos Estados Unidos colocou a deputada federal Bonnie Watson Coleman no centro de um embate público com o U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE). A agência federal acusou a congressista democrata de Nova Jersey de disseminar “medo e desinformação” após declarações feitas sobre uma operação realizada em fevereiro em Trenton, intensificando a disputa política em torno da atuação das autoridades de imigração no país.
O episódio teve origem em uma ação de fiscalização ocorrida no dia 20 de fevereiro em uma oficina mecânica na região de Trenton, no estado de Nova Jersey. Após a operação, Watson Coleman afirmou nas redes sociais que agentes teriam coberto câmeras de segurança e detido trabalhadores sem apresentar mandados judiciais, descrevendo a ação como um exemplo de abuso de poder por parte das autoridades federais.
O ICE reagiu publicamente às acusações, afirmando que a versão divulgada pela congressista não corresponde aos fatos. Segundo a agência, a ação foi conduzida com base em um mandado criminal emitido por um tribunal e contou com a participação de diferentes órgãos federais, não sendo uma operação liderada exclusivamente pelo ICE. Autoridades também declararam que as câmeras de segurança não foram cobertas e que o alvo principal da investigação era um cidadão da Guatemala acusado de crimes como agressão agravada e infrações relacionadas a armas.
Organizações de defesa dos imigrantes e testemunhas presentes no local, no entanto, apresentaram relatos diferentes. Um grupo comunitário afirmou possuir imagens que mostrariam agentes cobrindo uma câmera após perceberem que estavam sendo gravados. A divergência entre as versões alimentou um debate mais amplo sobre transparência e procedimentos em operações de fiscalização migratória nos Estados Unidos.
A controvérsia ocorre em um momento já marcado por tensão política entre legisladores democratas e o Departamento de Segurança Interna sobre a atuação do ICE. Watson Coleman, que representa o 12º distrito de Nova Jersey no Congresso desde 2015, tem sido uma crítica frequente das políticas migratórias federais e já se envolveu anteriormente em confrontos públicos com autoridades responsáveis por centros de detenção e operações de imigração.
