Imigrantes de El Paso, Texas, vivem com medo depois do massacre que matou 22 pessoas

Atirador deixou claro em manifesto que seu alvo eram hispânicos; três mexicanos foram mortos no tiroteio

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Massacre em El Paso, Texas, deixou 22 mortos (Foto Callaghan O'Hare - Reuters)

O responsável pela morte de 22 pessoas no último sábado (3) na cidade fronteiriça de El Paso, no Texas, teria demonstrado todo seu ódio a imigrantes e descendentes de hispânicos que vivem na cidade em um manifesto que circula pela internet.

Patrick Crusius, de 21 anos, vivia em uma cidade do subúrbio de Dallas (TX) e viajou até El Paso para entrar em um supermercado Walmart lotado e matar o maior número de pessoas que ele conseguisse. Vinte e seis pessoas ainda estão internadas em hospitais da região. Patrick está preso.

“Estamos todos devastados e com muito medo. A retórica do racismo e do ódio a imigrantes está dando força a esses supremacistas brancos, pessoas cheias de ódio”, disse a ativista Vicki Gaubeca, moradora de Tucson, Arizona.

Pelas ruas de El Paso – cidade composta por 80% de descendentes de latinos – e por todo o País os imigrantes têm demonstrado medo, mas não surpresa diante do ocorrido, já que o ódio a imigrantes tem sido incitado.

“O presidente disse as palavras certas em seu discurso, mas não saiu uma vírgula do discurso previamente escrito. Temos que julgar as pessoas por suas ações e o que vemos é que as ações do presidente têm levado a esse ódio aos imigrantes”, comenta Jorge Chepote, de 49 anos.

 “Eu sempre me senti em segurança por aqui, mas agora não mais. Tenho medo até mesmo de ir até o supermercado”, disse outro morador da cidade.

Visita de Trump

O presidente Donald Trump visitou as cidades de El Paso, no Texas, e Dayton, em Ohio. As duas cidades foram palco de 31 mortes no último fim de semana. Trump foi recebido com protestos. (Com informações da CNN)