Indústria do turismo pede à Casa Branca suspensão de restrições a viajantes internacionais

Proposta de entidade que representa companhias aéreas, hotéis e restaurantes dos EUA é a solicitação de comprovantes de vacina contra a covid-19 para liberação da entrada de turistas

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Uso de máscaras e distanciamento social continuam recomendados (foto: Wikimedia)
EUA avaliam exigir cartão de vacina para entrada de estrangeiros(foto: Wikimedia)

A Airlines for America, entidade que representa a indústria do turismo nos Estados Unidos, enviou um documento à Casa Branca solicitando ao presidente Joe Biden o fim da restrição à entrada de turistas internacionais no País. O setor é um dos que mais sofreu os efeitos da pandemia do covid-19.

A carta foi enviada a Jeffrey Zients, coordenador do time da Casa Branca de resposta à pandemia. No documento, a Airlines for America sugere que um cartão com comprovante de vacinação seja exigido para o turista entrar nos EUA.

A entidade pede que o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) atualize as diretrizes e libere a entrada de passageiros que tenham o comprovante de vacinação. Hoje, mesmo os residentes e cidadãos americanos, ainda precisam mostrar o teste negativo de covid-19, mesmo depois de vacinados.

“Vamos deixar claro que não somos contrários a nenhuma medida de proteção, como o uso de máscaras, higienização e distanciamento social. O que pedimos hoje é que as diretrizes sejam revisadas e que seja levado em consideração o fato de a vacina diminuir o risco de contaminação”, diz o documento.

Turistas do Brasil, Europa, Reino Unido e outros países estão proibidos de entrar nos Estados Unidos desde o ano passado.

As companhias aéreas já estão implementando o uso do passaporte de saúde, os comprovantes de vacina, para que os passageiros e funcionários das aéreas estejam protegidos.

Segundo o U.S. Travel Association, em 2020 os Estados Unidos perderam $679 bilhões de receita com turismo. Os gastos de turistas internacionais despencaram 76% comparados com o ano anterior. (Com informações da CNBC)