Jair Bolsonaro desiste de fusão de ministérios da Agricultura e Meio-Ambiente

Presidente eleito voltou atrás depois de ser duramente criticado por possível fusão desses dois ministérios

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Equipe do presidente eleito avaliou fusões em ministérios que podem chegar de 15 a 17
Equipe do presidente eleito avaliou fusões em ministérios que podem chegar de 15 a 17

DA REDAÇÃO – O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse na quinta-feira (1º), em entrevista a emissoras de TV católicas, que não haverá fusão dos ministérios do Meio Ambiente e Agricultura em seu governo.

Nos últimos dias, foi cogitada dentro da equipe que está montando o novo desenho dos ministérios a fusão entre Agricultura e Meio Ambiente. A ideia, no entanto, foi mal recebida por representantes dos dois setores. Diante da repercussão negativa, a equipe de Bolsonaro deu sinais de recuo.

“Havia uma ideia de fusão, mas pelo que parece será modificada. Pelo que tudo indica, serão dois ministérios distintos”, afirmou o presidente eleito.

Ele ressaltou que não quer um ministro “xiita” para o Meio Ambiente e que a conservação da natureza não pode ser um obstáculo para o progresso do país.

“O Brasil é o país que mais protege o meio ambiente. Nós pretendemos proteger o meio ambiente, sim, mas não criar dificuldades para o nosso progresso”, argumentou Bolsonaro.

Segundo ele, o perfil de um ministro do Meio Ambiente é o de “uma pessoa voltada para proteger o meio ambiente sem o caráter xiita, como foi em outros governos”.

Até agora, foram definidos quatro ministros: o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para Casa Civil; o economista Paulo Guedes para Economia e o general Augusto Heleno para Defesa, além do astronauta Marcos Pontes, para Ciência e Tecnologia.

Fusão de ministérios

A equipe do presidente eleito avaliou fusões em ministérios que podem chegar de 15 a 17 pastas. Atualmente, existem 29 ministérios. Além do superministério de Economia, que englobará Fazenda, Planejamento e Indústria, a Casa Civil também deverá se juntar a Secretaria de Governo, que será comandada pelo deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

O ministério de Ciência e Tecnologia será unido ao Ensino Superior. Também haverá a fusão do ministério da Infraestrutura com o de Transportes. Já o de Desenvolvimento Social unirá os Direitos Humanos e cogita-se uma mulher ligada a movimentos sociais para ocupar o cargo. Haverá ainda a fusão do ministério da Justiça com o da Segurança Pública, para onde se cogita o juiz federal Sergio Moro.

Há uma dúvida em relação ao Ministério da Integração Nacional, se este deverá juntar o das Cidades e de Turismo. Permanecerão separados os ministérios da Defesa, Trabalho, Minas e Energia, Relações Exteriores, Saúde e o Gabinete de Segurança Institucional.