Juiz determina que atriz pornô pague $293 mil a advogados de Trump por difamação

Stormy Daniels terá que pagar por honorários dos advogados de Trump em uma ação por difamação que foi rejeitada

0
1956
Stormy afirma ter tido caso com Trump em 2006
Stormy afirma ter tido caso com Trump em 2006

Um juiz federal determinou na terça-feira (11) que a atriz pornô Stormy Daniels pague $293 mil ao presidente Donald Trump para cobrir os honorários de seus advogados em uma ação por difamação, que foi rejeitada. Com informações da AFP.

O juiz S.James Otero “ordena a demandante a pagar à defesa $293.052,33 em honorários e custas advocatícias, e sanções”, indicou a sentença.

A ação, que foi desconsiderada por Otero, se refere a um tuíte de Trump depois que Stormy divulgou um retrato falado de um suposto homem que a teria ameaçado em Las Vegas para que não falasse do relacionamento com o presidente.

Trump disse que se tratava de um homem inexistente e que a história era uma fraude total e “Fake News”.

O juiz rejeitou em outubro uma ação por difamação que Daniels, cujo nome de registro é Stephanie Clifford, apresentou depois que Trump declarou em abril no Twitter que a atriz inventou ter sido vítima de ameaças para calar sobre o suposto relacionamento com o presidente.

Daniels mantém outro processo aberto contra o presidente sobre a nulidade de um acordo de confidencialidade que assinou para se manter em silêncio a respeito de um suposto romance entre os dois entre 2006 e 2007.

O juiz Otero reiterou nesta terça que o tuíte era “uma hipérbole retórica e que, portanto, era uma opinião protegida”.

O advogado do presidente, Charles Harder, explicou em um comunicado que o montante corresponde a “75% do total dos honorários” e a $1 mil “em sanções contra Daniels por ter entrado com uma ação sem mérito”.

Entenda o caso

Trump acabou admitindo seu envolvimento no pagamento de $130 mil para silenciar a atriz pornô. Stormy diz ter mantido um caso com ele em 2006, quando já era casado com Melania e o caçula Barron, recém-nascido.

Dez anos depois, no fim da campanha que elegeu o magnata, ela teria assinado um acordo para ficar quieta, articulado por Michael Cohen, advogado pessoal de Trump. Mas rompeu o pacto e abriu a boca.