Juiz ordena que avião com mãe e filha prestes a serem deportadas volte para os EUA

Enfurecido, juiz chegou a ameaçar o Procurador-Geral Jeff Sessions caso as duas não voltassem

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Juiz determinou que avião com mãe e filha voltasse para os EUA
Juiz determinou que avião com mãe e filha voltasse para os EUA

Um juiz federal ordenou, na quinta-feira (9), que um avião transportando mãe e filha prestes a serem deportadas para El-Salvador voltasse para os EUA. Enfurecido durante uma audiência, o juiz chegou a ameaçar o Procurador-Geral Jeff Sessions, caso as duas não retornassem. O caso das duas ainda não tinha sido julgado e elas não deveriam estar no avião antes da conclusão do processo.

“Eu sei que estou levantando minha voz, mas estou extremamente chateado com essa história. Alguém está buscando justiça em um tribunal dos Estados Unidos e é levado embora, enquanto seus advogados estão pedindo justiça para elas? É escandaloso. Vire aquele avião e traga essas pessoas de volta para os Estados Unidos, disse o juiz Emmet Sullivan durante a audiência.

Segundo o Departamento de Homeland Security, mãe e filha chegaram a El Salvador, mas nem chegaram a desembarcar e foram mandadas de volta ao Texas.

As duas estão entre 12 autores de um recurso apresentado pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) contra alterações em políticas de asilo ordenadas pelo secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions.

Tudo começou quando o juiz, da corte distrital em Washington, ouvia um pedido para suspender as deportações quando a American Civil Liberties Union – ACLU –  foi informada que dois deles já estavam em um voo para a América Central, informou o grupo de direitos civis.

Ao ouvir a informação, Sullivan ordenou que o voo retornasse e sugeriu que Sessions poderia ser acusado de desobedecer ao tribunal, de acordo com a ACLU.

Durante a audiência, o juiz ordenou um adiamento temporário na deportação das nove mulheres e três crianças que apresentaram o processo, de acordo com um documento judicial.

O processo foi apresentado na terça-feira no distrito de Columbia pela ACLU. O processo contesta uma recente política que nega asilo político nos EUA  a vítimas de violência e da ação e gangues em seus países de origem.  Sessions tem liderado esforços do governo do presidente, Donald Trump, para repreender imigração ilegal, incluindo a adoção de uma política de tolerância zero que incluiu brevemente a separação de pais imigrantes de seus filhos enquanto estavam em detenção nos EUA.