Juíza dá ordem para que centenas de presos pelo ICE sejam liberados no Sul da Flórida

Magistrada cita condições “cruéis e incomuns de punição” e dá três dias para o ICE apresentar um plano para libertar detentos que não cometeram crimes graves e que tenham problemas de saúde

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Broward_Transitional_Center em Pompano Beach (Foto Wikimedia)

A juíza federal Marcia G. Cooke determinou, na noite de quinta-feira (30), a liberação de presos pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) que não tenham cometido crimes graves ou que tenham problemas de saúde.

De acordo com informações do Miami Herald, em um documento de 12 páginas com palavras duras, a juíza afirma que o ICE tem sido indiferente às condições de saúde desses detentos diante da pandemia do coronavírus. 

A magistrada deu três dias para que a agência federal apresente um plano para liberar esse presos e determina que o ICE providencie máscaras a todos os presos dentro de uma semana. 

“O ICE falhou em sua obrigação de garantir a segurança e o bem-estar dessas pessoas. O distanciamento social em prisões da imigração é praticamente impossível e a situação está se deteriorando a cada dia. Além disso, o ICE não dá a essas pessoas máscaras, sabão e outros itens para higiene, isso sem contar que é praticamente impossível para esses presos praticar a distância social”, escreveu a magistrada, que cita a situação do Krome Processing Center em Miami-Dade, o Broward Transitional Center em Pompano Beach e o Glades County Detention Center em Moore Haven.  

A juíza pede que os detidos que cometeram crimes não-violentos ou que tenham problemas de saúde sejam colocados em liberdade provisória, monitoramento por telefone, check-ins ou monitoramento por tornozeleira eletrônica. 

A mesma magistrado já havia recomendado a libertação desses presos, mas o ICE se recusou a cumprir a determinação. A agência de imigração ainda não respondeu às ordens da juíza. (Com informações do Miami Herald)