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Justiça autoriza Flórida a proibir redes sociais para menores de 14 anos

Decisão permite aplicar lei que também exige autorização dos pais para adolescentes de 14 e 15 anos; empresas de tecnologia contestam as restrições

Decisão da Justiça permite à Flórida aplicar lei que proíbe contas em determinadas redes sociais para menores de 14 anos e exige autorização dos pais para adolescentes de 14 e 15 anos. (Foto: Shixart1985/ Wikimedia Commons)

Crianças menores de 14 anos poderão ser impedidas de manter contas em determinadas redes sociais na Flórida, mesmo com autorização dos pais. A medida ganhou caminho para entrar em vigor após uma decisão do Tribunal Federal de Apelações do 11º Circuito, que autorizou o estado a aplicar uma lei aprovada em 2024.

A decisão, tomada por unanimidade por três juízes, derrubou uma ordem judicial que bloqueava a aplicação da legislação. Para adolescentes de 14 e 15 anos, a lei exige consentimento dos pais ou responsáveis para criar ou manter contas nas plataformas abrangidas.

As restrições não se aplicam automaticamente a todos os sites ou aplicativos. A legislação estabelece critérios relacionados ao funcionamento das redes sociais, incluindo recursos como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e mecanismos que incentivam o uso prolongado.

A lei também prevê que as plataformas encerrem contas de usuários menores de 14 anos e estabelece procedimentos para contestar o cancelamento.

Sancionada pelo governador Ron DeSantis, a medida é defendida pelo governo estadual como uma forma de proteger crianças e adolescentes dos riscos associados ao uso excessivo das redes sociais.

Entidades que representam empresas de tecnologia, incluindo plataformas como Facebook, Instagram e TikTok, questionam a constitucionalidade das restrições. Elas argumentam que a legislação interfere na liberdade de expressão e nos direitos dos usuários.

Embora a decisão represente uma vitória para o governo da Flórida, a disputa judicial ainda não terminou. O tribunal autorizou a aplicação da lei nesta etapa do processo, mas não deu uma decisão definitiva sobre sua constitucionalidade.

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