Mais de 100 assassinatos nos Estados Unidos estão ligados ao site de busca Craigslist, diz instituto

Site de pesquisas é o mais procurado para compras, vendas, busca de empregos e imóveis

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DA REDAÇÃO, COM WASHINGTON POST – Quem vive nos EUA já consultou o site de buscas Craigslist pelo menos uma vez na vida. O site concentra um grande número de informações para compra, venda e ofertas de emprego e imóveis em todo o País. O problema é que no mundo da internet também ingressam os mal-intencionados. Uma pesquisa do instituto americano Advanced Interactive Media (AIM) Group mais de 100 assassinatos ocorridos nos EUA, estão de alguma forma ligados a anúncios postados no site.

Há dez dias, um anúncio um tanto quanto perturbador foi postado. “Eu gostaria de agradecer a Tulsa por deixar que eu cometa meu primeiro assassinato. E este não será o último”, dizia a mensagem que não se sabe se é verdadeira. De acordo com a polícia, diversos crimes são associados ao site, como roubos, estupros e assassinatos. “O slogan do site é ‘Nós somos seguros e temos bilhões de transações seguras’, sim eles têm, mas é também uma plataforma ideal para criminosos encontrarem suas presas”, disse Peter Zollman do AIM Group.

Um criminoso ficou conhecido como “o assassino do Craigslist” sendo acusado de ter assaltado três mulheres e matado uma delas. Em 2013, o americano Richard Beasley foi preso por oferecer vagas de emprego, atrair os interessados e mata-los logo depois.

Para os especialistas, o site é particularmente atraente para criminosos porque permite posts anônimos. A dica da polícia é jamais marcar encontros para compra e venda na casa de quem oferece o produto, marcar sempre em locais públicos, com pessoas em volta. Ninguém do Craigslist foi encontrado para comentar as acusações.