Mais de 30% dos shoppings nos EUA devem fechar em breve

Predileção do consumidor por fazer compras online vem representando uma sentença de morte para grande parte dos shopping centers do país

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Cartaz anuncia fechamento de loja da cadeia Sears no Michigan; so em janeiro, rede fechou 40 lojas
Cartaz anuncia fechamento de loja da cadeia Sears no Michigan; so em janeiro, rede fechou 40 lojas

DA REDAÇÃO – Um fenômeno vem acontecendo no mercado varejista nos Estados Unidos: shopping centers vêm rapidamente perdendo seu apelo junto aos consumidores americanos.

Recente reportagem publicada pela revista “Time” mostra que um terço dos shopping centers no pais irá fechar suas portas nos próximos anos. A rede de TV CNBC ouviu um especialista no assunto. Segundo Jan Kniffen, a tendência mostrou mais força após a divulgação de resultados das vendas da cadeia de lojas de departamento Macy’s, com os piores números vistos desde o início da crise econômica norte-americana (iniciada em 2008 e que, segundo especialistas, já estaria muito enfraquecida e próxima de seu fim).

Tanto a Macy’s quanto suas concorrentes vêm sendo desafiadas por uma massiva presença de concorrentes, ao passo que os consumidores vêm, a cada vez mais, mostrando uma preferência por realizar suas compras na internet ou em cadeias de lojas dedicadas à moda mais acessível, como H&M e TJ Max.

O resultado dessa combinação é o de que 400 dos mais de 1,1 mil shopping centers existentes nos EUA devem falir em breve. Dos que restarem, a previsão é que apenas 250 sobrevivam à tendência.

Para o especialista ouvido pela CNBC, isso tudo deve acontecer “bem rápido”, já que país tem 48 square foot de espaço varejista por cidadão.

A já citada Macy’s não é a única a enfrentar uma situação difícil. Em abril, a rede JC Penney (40 lojas fechadas só em janeiro) cortou salários, deixou de permitir hora-extras para seus funcionários e tomou outras medidas de controle de gastos, enquanto a cadeia de lojas Aeropostale pediu falência na semana passada. A Sears, outra gigante do setor, já fechou mais de 200 unidades nos últimos dois anos.

No lugar dessas lojas, prevê o especialista, devem surgir mais unidades de redes como Marshalls e Ross, que já vêm ocupando os espaços vagos deixados pelas lojas de departamento que fecham suas portas para valer.