Máscaras passam a ser obrigatórias em transportes públicos de todo país

Mas não qualquer máscara. A legislação federal que entrou em vigor na madrugada desta terça-feira (2) especificou qual tipo de cobertura facial será considerada proteção contra o coronavírus

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Usuários e funcionários de transportes públicos devem usar as coberturas faciais (foto: pixabay)
Usuários e funcionários de transportes públicos devem usar as coberturas faciais (foto: pixabay)

À meia-noite desta terça-feira (2 de fevereiro), entrou em vigor a lei federal que torna obrigatório o uso de máscaras nos transportes públicos como ônibus, metrô, balsa, navio e avião.

Mesmo no estado da Flórida, onde o governador Ron DeSantis se opôs ao uso mandatório das coberturas faciais em áreas públicas, a medida deve ser cumprida.

“A transmissão do vírus por meio de viagens levou – e continua levando – à disseminação interestadual e internacional do vírus”, disse o Centers for Disease Control (CDC), em comunicado.

Passageiros de Uber, Lyft, táxi e aqueles em trânsito nos aeroportos, terminais de ônibus, estações de trem, portos marítimos ou em qualquer área que forneça meio de locomoção também devem cumprir a legislação.

Para garantir a adequada proteção da população, o CDC também definiu o que será considerado ‘máscara’ . Segundo o órgão:

  • A máscara deve ser um pedaço de material sólido, sem fendas, válvulas ou qualquer tipo de perfuração
  • Se for de pano, deve conter duas ou mais camadas de tecido. Materiais como tricô ou outros que deixam a luz passar não serão admitidos
  • Os chamados ‘face shields’ (escudos faciais) podem ser usados como forma de reforço ao uso da máscara, mas não sozinho
  • Lenços, cachecois, golas de camisa ou bandanas não são considerados proteções
  • O usuário deve ajustar a máscara no rosto de modo a cobrir completamente o nariz e a boca.

Pessoas que descumprirem a ordem estarão cometendo uma infração de nível federal e podem estar sujeitas à multa.  

Algumas execeções ao uso das coberturas são permitidas no caso de pessoas que precisem tomar remédios, se comunicar com um deficiente auditivo, se alimentar ou ingerir líquido, entre outras.