Medida de Trump que endurece a concessão de vistos H-1B é publicada

Nova regra que entra em vigor no dia 8 de março elimina o atual sistema lotérico de distribuição da cota anual de 85 mil vistos de trabalho e a substitui por outra baseada no salário

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Processo voltará a ser aberto no próximo ano fiscal ( foto: wikimedia)
Petições voltarão a ser aceitas no ano fiscal 2022 ( foto: wikimedia)

O U.S. Immigration and Custom Service (USCIS) publicou a regra final do programa de vistos de trabalho H-1B (para profissionais estrangeiros).

A nova política altera a forma como os vistos são distribuídos, priorizando os trabalhadores que ocupam cargos altos e ganham mais.

Todos os anos, 85 mil autorizações de trabalho sob o H-1B são emitidas, 65 mil são para os candidatos em geral e 20 mil são específicas para quem tem mestrado em uma universidade americana.

Com a medida de Trump, a loteria de vistos deixa de existir, dando lugar a critérios que combinam nível educacional, experiência e, consequentemente, valor do salário que será pago. Com isso, espera-se restringir a elegibilidade dos candidatos.

Segundo o USCIS essa mudança “desincentivará o abuso do programa H-1B para preencher vagas com salários relativamente mais baixos e pessoas menos qualificadas, o que é um problema significativo no atual sistema de seleção”.

 “O programa de visto temporário H-1B tem sido explorado e abusado por empregadores que buscam principalmente preencher cargos básicos e reduzir os custos gerais da empresa”, disse Joseph Edlow, diretor de políticas do USCIS.

Segundo Edlow “o atual processo de seleção aleatória torna difícil para as empresas planejarem suas contratações, não aproveita o programa para competir pela melhor e mais brilhante força de trabalho internacional e tem levado a um influxo anual predominante de mão de obra estrangeira ocupando empregos de baixa remuneração às custas dos trabalhadores americanos”, acrescentou.

A nova medida está programada para entrar em vigor aqui a 60 dias, mas é esperado que sofra alguma alteração do governo Biden.