Em Minneapolis, imigrantes têm deixado de ir ao trabalho por medo de serem detidos pelo ICE (Immigration and Customs Enforcement). A ausência no emprego afeta diretamente a renda familiar e já se reflete em dificuldades para pagar o aluguel, aumentando o risco de despejo.
Organizações comunitárias locais relatam uma procura elevada por ajuda financeira emergencial e orientação jurídica. Situação semelhante tem sido observada em cidades com grandes comunidades imigrantes, como Los Angeles e Houston, onde o medo de ações migratórias também tem afastado trabalhadores de suas atividades.
Defensores do direito à moradia alertam que o problema vai além de casos pontuais. O medo da fiscalização cria um efeito de paralisação: imigrantes evitam circular, trabalhar ou até reivindicar direitos básicos como inquilinos, o que amplia a vulnerabilidade habitacional.
Há relatos de famílias que perderam parte da renda depois de detenções de parentes ou colegas de trabalho, levando a atrasos no pagamento do aluguel e ao risco iminente de despejo. Em muitos casos, a única alternativa tem sido recorrer a redes informais de apoio.
O cenário expõe como o endurecimento da política migratória e o temor da atuação do ICE têm impacto direto sobre a estabilidade financeira e o direito à moradia, enquanto comunidades tentam preencher lacunas deixadas pelo poder público.
