Menina da 14 anos transmite ao vivo a própria morte pelo Facebook Live

Amigos que assistiam à transmissão avisaram à polícia de Miami Gardens, que encontrou a menina enforcada no banheiro

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Uma menina de 14 anos, moradora de Miami Gardens, na Flórida, transmitiu ao vivo pelo Facebook a própria morte no domingo (22) à noite. Depois de duas horas transmitindo do banheiro de casa, Nakia Venant fez um nó com o seu cachecol, o amarrou ao batente de uma porta do box e ao próprio pescoço. Um dos seus amigos que assistia à cena chamou a polícia, que a encontrou desacordada. Nakia foi levada ainda com vida para o hospital, mas não resistiu.

A menina vivia com uma família no sistema de “foster care”, onde órfãos e menores vítimas de violência doméstica são aceitos temporariamente em casas de família.

Os administradores do Florida Department of Children & Families, entidade que organiza a alocação dos menores, deram poucos detalhes sobre a morte de Nakia. Uma nota divulgada apenas confirma a que investigam “a morte de uma criança … sob cuidados de uma família.”

As autoridades informaram ao jornal Miami Herald que a menina amarrou seu cachecol no “batente de uma porta de vidro do box” às 3.03 a.m. e foi declarada morta “no hospital.”

Uma amiga da menina que assistia à transmissão disse que a viu pendurada pelo pescoço no banheiro e chamou a polícia, mas o endereço informado estava errado. Depois de corrigido o engano, os policiais encontraram Nakia enforcada no banheiro enquanto os pais adotivos dormiam no quarto. Eles tentaram reanimá-la, sem sucesso, e a levaram para o Jackson North Hospital.

“Nakia era boa aluna, adorava sorrir e tinha muito carisma”, disse uma amiga da família ao Herald.

Os comentários na página do Facebook da menina sugerem que a morte foi transmitida ao vivo pela rede social, através do recurso Facebook Live. Um representante da empresa disse ao Herald que não poderia confirmar se o Facebook Live foi usado no caso.

Em nota ao Herald, um porta-voz do Facebook disse que a companhia leva a sério a responsabilidade pela segurança dos usuários. “Nossos padrões comunitários regulam o tipo de conteúdo que pode ser compartilhado no Facebook. Nossas equipes trabalham incessantemente na verificação do conteúdo reportado pelos usuários, e temos sistemas que asseguram rapidez para lidar com conteúdos delicados. A grande maioria das pessoas usam o Facebook Live para compartilhar experiências com amigos e família. Mas quando alguém viola nossos padrões comunitários ao usar o Live, queremos interromper essas transmissões o mais rápido possível assim que são reportadas e temos recursos para as pessoas denunciarem conteúdos durante uma transmissão ao vivo. Também sugerimos às pessoas que contactem imediatamente as autoridades e serviços de emergência se perceberem alguma atividade que necessite da ajuda desses serviços.”

Em dezembro passado, Katelyn Davis, de 12 anos, moradora de Cedartown (GA), transmitiu ao vivo a própria morte através do site ‘Live.me’. Nos últimos meses, a polícia evitou duas tentativas de suicídio na França e na Tailândia.