Miami continua atraindo bilionários que querem reduzir significativamente a carga tributária. O caso mais recente é Howard Schultz, ex-CEO da Starbucks, que deixou Seattle pelo sul da Flórida. Ele e a esposa compraram uma penthouse de $44 milhões em Surfside, e transferiram o ‘family office’ para Miami.
A tendência se fortalece entre empresários da Costa Oeste e de Nova York. Larry Page, ligado ao Vale do Silício, na Califórnia, investiu cerca de $188 milhões em propriedades na região. Seu parceiro no Google, Sergey Brin, também adquiriu casa de luxo em Miami Beach.
Outro exemplo é Mark Zuckerberg, que comprou uma mansão de $170 milhões em Indian Creek Island, uma das vendas residenciais mais caras do condado de Miami-Dade. Esses investimentos consolidam Miami como destino estratégico para magnatas.
Ao contrário de estados como Califórnia e Nova York, que cobram impostos elevados sobre renda e discutem taxas sobre grandes fortunas, a Flórida não cobra imposto de renda estadual, o que representa economias de dezenas de milhões de dólares por ano para os bilionários, muitas vezes sem precisar alterar a estrutura de seus negócios.
A tecnologia e a estrutura corporativa global permitem que executivos mantenham empresas em San Francisco, Nova York ou Seattle, enquanto estabelecem residência fiscal na Flórida. Assim, eles maximizam ganhos e reduzem custos sem comprometer operações corporativas.
O impacto local já é visível. A chegada dos bilionários impulsiona o mercado imobiliário de luxo, atrai family offices e reforça a reputação de Miami como hub financeiro emergente, muitas vezes chamado de “Wall Street South”.
