Minneapolis tem terceiro dia de protestos pela morte de homem negro pela polícia

Equipe da CNN foi presa em meio aos protestos pela morte de George Floyd; manifestações atravessaram a noite

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Jornalista foi preso em cobertura de protestos (Foto Reprodução CNN)

Os quatro policiais envolvidos na abordagem de George Floyd, homem negro de 46 anos que foi asfixiado até morte, foram demitidos, mas ainda não foram presos. As autoridades alegam que estão investigando o caso e a falta de punição a esses policiais, que tiveram a ação flagrada por câmeras, gerou a terceira noite consecutiva de protestos em Minneapolis, no Minnesota. 

Os manifestantes invadiram uma delegacia e incendiaram carros e imóveis e lojas foram saqueadas. Um jornalista negro foi detido enquanto cobria as manifestações para a rede de televisão CNN.

O jornalista da CNN Omar Jimenez – que também é negro – e a equipe que o acompanhava foram detidos nesta sexta enquanto faziam a cobertura dos protestos em Minneapolis. Jimenez foi algemado pelos policiais durante uma transmissão ao vivo mesmo depois de ter se identificado.

A CNN afirmou que a prisão de seus três funcionários era uma clara violação de direitos e fez um apelo para que as autoridades locais os soltassem imediatamente. A equipe foi liberada pouco tempo depois.

A revolta começou na segunda-feira (25) após a divulgação de um vídeo que mostra a abordagem policial ocorrida do lado de fora de um supermercado da cidade. O policial se ajoelhou no pescoço de Floyd por quase oito minutos, enquanto ele se queixava de que não conseguia respirar. Floyd, que foi detido por supostamente fazer compras com notas falsas, ficou inconsciente e foi levado por uma ambulância. Ele foi declarado morto ao chegar no hospital.

Após os saques e incêndios em lojas na noite de quarta-feira, as autoridades estaduais alertaram que não tolerariam mais excessos. O governador Minnesota, Tim Walz, pediu a intervenção da Guarda Nacional. O presidente Donald Trump declarou em rede social que enviará as tropas para o estado e que assumirá o controle caso haja “qualquer dificuldade”. (Com informações da Reuters)