Mórmons assassinados teriam sido confundidos com gangue rival

Emboscada de cartel de drogas no México matou três mulheres e seis crianças

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Além dos disparos, os pistoleiros incendiaram um dos veículos (Foto: Reprodução BBC)
Além dos disparos, os pistoleiros incendiaram um dos veículos (Foto: Reprodução BBC)

DA REDAÇÃO – Os policiais mexicanos estão trabalhando com a hipótese de que o massacre contra membros de uma mesma família de mórmons tenha sido cometido por engano. Na emboscada morreram três mulheres e seis crianças, todos americanos, num crime que chocou o mundo. Os carros onde as vítimas viajavam foram atingidos por centenas de tiros disparados por pistoleiros de um cartel de drogas, que provavelmente teriam confundido o grupo com membros de uma gangue rival.

O massacre aconteceu em plena luz do dia, numa estrada perto de Sonora e da fronteira com os Estados Unidos. Há sobreviventes, inclusive crianças, que se esconderam no acostamento para escapar do ataque. Um dos meninos precisou percorrer 14 milhas para encontrar socorro e, então, os feridos foram levados para um hospital do Arizona.

O presidente norte-americano reagiu ao incidente de forma categórica: “Esta é a hora de o México, com ajuda dos Estados Unidos, declarar guerra aos cartéis de drogas e limpá-los da face da terra”. O colega mexicano, porém, não concorda com esta abordagem. “A pior coisa que podemos ter agora é guerra. Essa não é uma opção”, disse o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador.

As vítimas do ataque pertenciam a uma comunidade chamada Colonia LeBaron. Este grupo já havia se manifestado publicamente sobre a ação e violência dos cartéis na região e reiteradamente cobravam das autoridades uma maior repressão aos criminosos.