O Ministério Público de Santa Catarina vai analisar a atuação do delegado-geral Ulisses Gabriel na investigação sobre a morte do cão Orelha. A apuração é preliminar e pode evoluir para inquérito civil ou outras medidas, dependendo da conclusão do órgão.
Na terça-feira (10), o MP também pediu a exumação do corpo do animal para realização de perícia. A medida quer esclarecer pontos do inquérito policial e complementar informações que, até agora, eram baseadas principalmente em laudos e relatos iniciais.
Além disso, os promotores avaliaram a necessidade de novas diligências, como coleta de depoimentos adicionais e análise de registros que ajudem a esclarecer eventuais lacunas na investigação conduzida pela Polícia Civil de SC.
O Ministério Público informou que o procedimento serve para verificar se houve irregularidade na condução do caso, incluindo falhas processuais. O delegado ainda pode se manifestar no curso da apuração.
A morte do cão comunitário Orelha, ocorrida em Florianópolis dia 5 de janeiro, gerou ampla repercussão nas redes sociais e protestos na cidade desde então. Ele foi encontrado com ferimentos e submetido à eutanásia por causa da gravidade das lesões.
