Nicette Bruno será uma das homenageadas no Press Awards 2016

De 4 a 7 de maio acontece a 11ª edição do Focus Brasil USA 2016, no Broward Center for the Performing Arts, em Fort Lauderdale

0
2003
Nicette Bruno
Nicette Bruno

DA REDAÇÃO – Na agenda do Press Awards, estão programados painéis do Conselho de Cidadãos da Flórida, Negócios, Mídia, Mulher Brasileira e Influenciadores Digitais, além do XIX Brazilian International Press Awards USA 2016 e uma gincana entre escolas que ensinam a língua portuguesa em parceria com a American Organization of Teachers of Portuguese (AOTP).

A atriz Nicette Bruno será uma das homenageadas. Em entrevista abaixo, a atriz fala sobre a homenagem, carreira e novos projetos. Confira.

É verdade que essa é a primeira vez que você recebe um prêmio fora do país?

É a primeira vez. Eu estive em Miami há uns 10 anos, fazendo um espetáculo, onde tive críticas maravilhosas. Era uma peça que eu tinha feito no Rio de Janeiro, chamada “Gertrude Stein, Alice Toklas & Pablo Picasso”, dirigida por Antonio Abujamra. Foi um momento muito especial e o meu primeiro contato em terras estrangeiras. Também fiz  com o Paulo uma temporada em Lisboa da peça “O Homem Inesperado”, de Yasmina Reza, com direção de Emilio de Mello, onde tivemos opiniões muito favoráveis.

Como é receber o carinho de fãs que acompanham o seu trabalho em diferentes partes do mundo, seja pelo teatro ou pelas novelas da Globo?

De vez em quando, recebo correspondências de espectadores que acompanham o meu trabalho e comentam ou que simplesmente querem conversar um pouco. Eu tenho tido uma reposta muito carinhosa do público e, é lógico, fico muito satisfeita e feliz com esse resultado. É o que me faz esperar a próxima oportunidade de realizar um trabalho de agrado maior.

Você começou a atuar ainda muito jovem e trilhou uma carreira de grande sucesso no teatro, cinema e TV. Ao longo de sua trajetória, quais foram os trabalhos que mais marcaram?

Cada trabalho é um aprendizado e sempre deixa um toque muito especial na nossa caminhada, na nossa trajetória. É evidente que alguns têm uma resposta maior. No teatro, por exemplo, fiz “O Efeito dos Raios Gama Sobre as Margaridas do Campo”, um texto de Paul Zindel, em 1974. Por esse trabalho, ganhei o prêmio Moliére, também fui reconhecida pela Associação Paulista de Críticos de Teatro, e ganhei todos os prêmios relativos aos espetáculos teatrais. Foi um trabalho que me deu muita satisfação e que teve uma grande resposta. Outro momento especialíssimo para mim foi durante o período em que eu estava no Teatro de Comédias do Paraná, em que fiz “A Megera Domada”. “O Olho Azul da Falecida”, foi um espetáculo muito importante. E o último que fiz foi “Perdas e Ganhos”, de Lya Luft, com adaptação e direção de Beth Goulart. Foi o meu último trabalho no teatro e teve uma conotação muito forte pra mim, pois foi logo depois que eu perdi o Paulo. Foi um trabalho que me deu uma segurança muito grande para enfrentar o momento pelo qual eu estava passando.

Em 2014, você fez essa emocionante homenagem ao saudoso Paulo Goulart, com “Perdas e Ganhos”, baseada no monólogo homônimo de Lya Luft. Como foi para você retornar ao teatro e dedicar esse trabalho a ele?

Foi um momento muito difícil de preparação, pois eu e a Beth estávamos com o mesmo sentimento de perda. No entanto, o próprio exercício do trabalho foi nos fortalecendo para podermos enfrentar e ter total segurança em entender que isso é a vida, e termos a certeza de que ela não começa no berço e nem termina no túmulo. Nós fizemos o espetáculo, que teve um sucesso muito grande, e depois comecei a gravar a novela “I Love Paraisópolis”.

Não tenho nada de concreto ainda, mas devo fazer televisão e teatro ainda este ano.