Uma das atrações mais tradicionais de Nova York está perto de chegar ao fim. A Câmara deve votar, em 22 de outubro, um projeto que prevê a proibição dos passeios em charretes puxadas por cavalos no Central Park até junho de 2028. A proposta conta com o apoio do prefeito Zohran Mamdani e de pelo menos 29 dos 51 vereadores, número suficiente para sua aprovação.
A iniciativa ganhou força após a morte de Romanch Mahajan, um turista indiano de 18 anos, em junho. O jovem estava com a família quando o cavalo disparou e a charrete ficou descontrolada. Segundo relatos apresentados às autoridades, ele saltou do veículo ao tentar ajudar a mãe, que havia sido arremessada do assento.
Batizado de Lei de Romanch, o projeto pode encerrar uma tradição de mais de 150 anos. Defensores dos animais afirmam que os cavalos enfrentam condições inadequadas de trabalho e que os passeios oferecem riscos para turistas e pedestres.
A proposta também prevê alternativas profissionais para os condutores e medidas para garantir um destino adequado aos animais. Representantes dos trabalhadores, porém, são contrários à mudança e temem a perda de empregos.
