Uma nova investigação, baseada em arquivos liberados pelo Department of Justice, detalha como o Brasil teria integrado o sistema internacional de recrutamento ligado ao financista Jeffrey Epstein, com conexões que levavam mulheres e adolescentes para a Flórida.
O material reforça o foco e a circulação de Epstein no mercado de modelos e no circuito de luxo entre São Paulo, Miami e Palm Beach nos anos 2000.
Segundo o Miami Herald, o esquema operava por meio de agências de modelos e intermediários do setor da moda, que atraíam jovens brasileiras com promessas de trabalho em Miami e Palm Beach. Em alguns casos, os vistos de trabalho eram patrocinados por essas agências para viabilizar a entrada nos EUA.
Os depoimentos indicam que grupos de jovens brasileiras teriam sido enviados ao círculo de Epstein por meio dessas agências. Em um dos relatos, quatro meninas teriam sido recrutadas no Brasil, duas delas com idades entre 13 e 15 anos, segundo uma ex-funcionária.
Os documentos apontam o empresário francês Jean-Luc Brunel como figura central no esquema. Ele atuava em agências com presença em Miami e tinha ligação com a rede de recrutamento internacional descrita nos arquivos.
Brunel foi preso na França em 2020 sob acusações de estupro e tráfico sexual e morreu em 2022 na prisão. Epstein morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento federal nos Estados Unidos.
