Operação militar dos EUA na Síria mata líder do Estado Islâmico

Terrorista foi cercado pelas tropas americanas e detonou uma bomba matando a si próprio e outras 13 pessoas: "Ele escolheu explodir todo um andar para não enfrentar as consequências de suas ações", disse Joe Biden

0
754
Casa de dois andares onde o foragido foi localizado ficou em destroços (foto: Reuters)

O presidente Joe Biden informou nesta quinta-feira (3) que o líder do grupo extremista Estado Islâmico, Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi, foi morto na Síria após uma ação militar comandada pelos EUA. “Ontem à noite, sob minha direção, as forças militares dos EUA no noroeste da Síria realizaram com sucesso uma operação de contraterrorismo para proteger o povo americano e nossos aliados e tornar o mundo um lugar mais seguro”, disse o presidente em um comunicado publicado no site da Casa Branca. “Graças à habilidade e bravura de nossas Forças Armadas, tiramos do campo de batalha Abu Ibrahim al-Hashimi al-Qurayshi – o líder do ISIS ( Estado Islâmico, na sigla em inglês)”, completou.

O presidente destacou que nenhum soldado americano morreu no ataque. De acordo o governo, al-Qurayshi detonou uma bomba e explodiu a si próprio ao se ver cercado pelas tropas. Os EUA haviam oferecido uma recompensa de $10 milhões por informações que levassem ao terrorista. Ele foi localizado em uma casa de três andares na cidade de Idlib, perto da fronteira com a Turquia.  Ao chegarem ao local, os militares cercaram a área o obrigaram foragido a se render. Momentos depois uma grande explosão pode ser ouvida. Outras 13 pessoas que estavam na casa morreram, incluindo mulheres e crianças da família do terrorista. “Ele escolheu explodir não só ele mesmo, mas o terceiro andar todo para não enfrentar consequências de suas ações”, disse a Biden em pronunciamento. Esta foi a maior operação militar na Síria desde outubro de 2019, quando foi morto Abu Bakr al-Baghdadi, o então líder do EI.