Pai e madrasta são acusados de matar criança de quatro anos no Rio

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A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva do pai e da madrasta da menina Micaela, de quatro anos, assassinada no Rio na última semana. Eles são suspeitos de matar a criança a pauladas. O laudo da perícia mostra que Micaela tinha ferimentos em várias partes do corpo.

A mãe de Micaela foi ao Instituto Médico Legal para reconhecer o corpo da menina e preferiu ficar em silêncio. Em depoimento à polícia, ela disse que a filha estava muito magra, mas que nunca tinha percebido marcas de agressão na criança.

Marlene de Almeida contou que viveu com o pai de Micaela até a filha completar dois anos, mas perdeu o emprego e decidiu deixar a menina sob os cuidados do pai.

Micaela foi encontrada morta na casa onde morava com o pai, Felipe Ramos da Silva, e a madrasta, Joelma Souza da Silva, na zona norte do Rio. Os dois foram presos em flagrante.

O filho de Joelma foi quem chamou a polícia. O delegado acredita que a madrasta matou a menina e investiga a participação do pai.

Em depoimento, a madrasta disse que deu um analgésico para Micaela e foi deitar. O pai disse que não sabia que a filha estava morta, achava que Micaela estivesse dormindo, mas essa versão não faz sentido porque a menina tinha marcas evidentes de agressão, inclusive no rosto.

O lado do Instituto Médico Legal confirma o espancamento. O documento usa nove vezes as palavras ‘feridas’ e ‘escoriações’ e comprova que Micaela foi espancada pouco antes de morrer.

Vizinhos disseram que a menina era frequentemente agredida pela madrasta. O casal foi indiciado por homicídio e fraude processual, já que a cena do crime teria sido alterada.