Pai obtém custódia de bebê deixado pela mãe em West Boca Raton

Sarah, agora com quase dois meses, vai morar com o pai, Carlos Jimenez Martins; brasileira acusada de abandonar bebê continua presa

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Sarah foi entregue ao pai (Foto reprodução Palm Beach Post - família Martins)
Sarah foi entregue ao pai (Foto reprodução Palm Beach Post - família Martins)

Depois de quase dois meses sob a guarda do Estado da Flórida, Sarah – bebê deixado na área de um dumpster em Boca Raton no dia 8 de maio pela mãe brasileira – foi entregue ao pai, Carlos Jimenez Martins. Ele viu sua filha pela primeira vez.

De acordo com o Palm Beach Post, um juiz decidiu na quarta-feira (3) entregar o bebê a Carlos. A mãe, Rafaelle Alessandra Carvalho Souza, continua presa. Ela confessou ter deixado o bebê – que pensou que estivesse morto – na área do dumpster do condomínio Boca Entrada.

Carlos, que tem outro filho de três anos com Rafaelle, confirmou ao juiz que não sabia que a esposa estava grávida até a polícia bater em sua porta e a mulher confessar que o recém-nascido foi abandonado por ela.

Em entrevista ao AcheiUSA no dia 18 de junho, os advogados da brasileira Samantha Vacciana e David Casals disseram que ela agiu em um momento de desespero, sem saber que estava grávida e por pensar que o bebê tinha nascido morto.

“Rafaelle não sabia que estava grávida. Isso pode parecer fantasioso, mas acontece com muito mais frequência do que possamos imaginar. O marido também não sabia de nada. Ela estava levando uma vida normal, trabalhando, frequentando a igreja, sem saber que carregava um filho no ventre. No dia em que tudo aconteceu, ela saiu para caminhar, mesmo cheia de dor, o que mostra que ela realmente não sabia que estava grávida”, disse Samantha.

A advogada acredita que a brasileira não está sendo devidamente ouvida e que não teve a fiança fixada por ser ‘pobre e imigrante’. “Ela não tem dinheiro, é imigrante e não fala inglês. Ela não foi devidamente ouvida, apenas a polícia. A versão que temos é apenas da polícia. Nosso papel agora é investigar, por conta própria, o que aconteceu naquele dia. Sou mãe e posso te garantir, ela não tinha razão para matar ou abandonar aquele bebê. Ela e o marido pensavam inclusive em ter mais filhos. Ao ver o recém-nascido sem sinais de vida, ela se desesperou, entrou em estado de choque”, enfatizou a advogada.