O preço das tradicionais fotos escolares nos Estados Unidos está levando alguns pais a recorrer à inteligência artificial. Nas redes sociais, famílias compartilham maneiras de transformar imagens tiradas pelo celular em retratos com aparência profissional, usando ferramentas como o ChatGPT.
A economia pode ser significativa. Pacotes de fotografias escolares costumam custar entre US$ 25 e US$ 60 por criança. Mas uma prática que ganhou espaço na internet ultrapassa os limites da simples edição: retirar marcas d’água das fotos profissionais disponibilizadas para demonstração antes da compra.
Mesmo quando a criança aparece na imagem, os direitos autorais geralmente pertencem ao fotógrafo ou à empresa responsável. Apagar a marca d’água para utilizar a foto sem autorização pode sair caro: a legislação americana prevê indenizações de US$ 750 a US$ 30 mil por obra, podendo chegar a US$ 150 mil em casos de violação intencional, dependendo das circunstâncias e da decisão judicial.
Advogados também alertam para a privacidade das crianças. Antes de enviar imagens a plataformas de IA, os responsáveis devem verificar como os arquivos são armazenados, excluídos e eventualmente utilizados para treinamento.
Quem deseja economizar pode optar por pacotes menores, comprar somente o arquivo digital com autorização para impressão ou produzir os próprios retratos em casa. A diferença é simples: criar uma foto dos filhos é uma alternativa legítima. Apagar a identificação de uma imagem protegida para utilizá-la sem autorização pode trazer consequências legais.
