Países exigem que Irã indenize as famílias das vítimas do avião atingido por míssil

Aeronave com 176 pessoas caiu em 8 de janeiro

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Ministro canadense François-Philippe Champagne quer responsabilização, transparência e a justiça para as vítimas (Foto: Yahoo)
Ministro canadense François-Philippe Champagne quer responsabilização, transparência e a justiça para as vítimas (Foto: Yahoo)

DA REDAÇÃO – O erro imperdoável do Irã, que lançou um míssil contra um avião de passageiros, matando as 176 pessoas a bordo, gerou um manifesto conjunto dos países que tiveram seus cidadãos entre as vítimas. Autoridades do Canadá, Ucrânia, Suécia, Afeganistão e Reino Unido exigem que a nação islâmica e seu líder supremo, Ali Khamenei, assuma a responsabilidade total pelo incidente, inclusive indenizando os familiares dos mortos. O fato aconteceu no dia 8 de janeiro, no Teerã, quando a aeronave ia para Kiev, na Ucrânia.

Em comunicado, os representantes dos cinco países disseram ainda que o Irã deve “realizar uma investigação internacional minuciosa, independente e transparente, aberta às nações em luto”. A reunião aconteceu em Londres, ao mesmo tempo em que o Irã anunciava a prisão dos envolvidos na queda do avião. Havia também passageiros iranianos no voo abatido.

“Estamos aqui para buscar
um desfecho, uma responsabilização, transparência e a justiça para as vítimas”, afirmou com veemência o ministro de Relações Exteriores do Canadá, François-Philippe Champagne.

Além dele, participaram o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Vadym Prystaiko, a ministra sueca de Relações Exteriores, Ann Linde, o ministro de Relações Exteriores em exercício do Afeganistão, Idrees Zaman, o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab, e o ministro britânico para o Oriente Médio, Andrew Murrison.

Seguindo normas internacionais, o Irã convidou Ucrânia, Canadá, Estados Unidos e França para participar da investigação do acidente, já que o Boeing 737 foi construído nos Estados Unidos e o motor, por um consórcio francês e americano. Mas não está claro se o país compartilhará todos os detalhes importantes ou fornecerá aos especialistas dos países acesso total. Os gravadores de dados de voz e voo do avião estão nas mãos de autoridades iranianas.