Pandemia atrasa processos de cidadania e pode impactar eleições de novembro

Milhares de pessoas aguardam o reagendamento de cerimônias de naturalização e, caso não consigam finalizar o processo, não estarão aptas a votar nas eleições presidenciais

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Em maio de 2019, o USCIS já havia anunciado mudanças nas questões cívicas do teste (foto:Reuters - Mike Blake)
Governo incentiva que residentes se tornem cidadãos (foto:Reuters - Mike Blake)

Desde o início da prática de distanciamento social e outras medidas para abrandar a disseminação do coronavírus no País, o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) suspendeu a maioria das atividades em março, cancelando várias entrevistas para obtenção de cidadania.

Milhares de pessoas aguardam o reagendamento das entrevistas e pode ser que não consigam completar sua naturalização a tempo para votar nas eleições de novembro. Estima-se que mais de 650 mil pedidos estejam pendentes.

A agência começou a realizar a cerimônia de naturalização em grupos menores, nada que se compare com as centenas que se reuniam para prestar juramento à bandeira antes da pandemia.

Para se ter uma ideia, antes de março, 63 mil pessoas participavam da cerimônia por mês no País, em um total de 765 mil novos cidadãos americanos em um ano.

Um porta-voz da USCIS afirmou que uma das prioridades na retomada do trabalho pós-pandemia é o reagendamento dessas cerimônias, que estão sendo feitas com distanciamento social e uso de máscaras.

Cerca de nove milhões de residentes são elegíveis para a cidadania, mas uma pequena parte se inscreve para obter o passaporte americano. (Com informações do New York Times)