Polícia prende filha e namorada suspeitas de matar família em São Bernardo

Pai, mãe e irmão de uma das suspeitas foram achados carbonizados em carro

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Anaflávia Gonçalves (à esquerda) é suspeita de ter matado os pais, os empresários Romuyuki Gonçalves e Flaviana Guimarães, e o irmão mais novo, Juan Victor Gonçalves, de 16 anos (Foto Facebook-Reprodução)
Anaflávia Gonçalves (à esquerda) é suspeita de ter matado os pais, os empresários Romuyuki Gonçalves e Flaviana Guimarães, e o irmão mais novo, Juan Victor Gonçalves, de 16 anos (Foto Facebook-Reprodução)

A Polícia Civil de São Paulo prendeu a filha de um casal encontrado morto e carbonizado junto ao filho mais novo em um porta-malas de um carro na madrugada do dia 28 de janeiro, em São Bernardo do Campo. Anaflávia Gonçalves, de 24 anos, e sua namorada, Carina Ramos, 31 anos, tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça da cidade da região do ABC paulista. 

Em depoimento realizado na quarta-feira (5), elas admitiram apenas que participaram do roubo à família, mas não do assassinato. 

Os empresários Romuyuki Gonçalves e Flaviana Guimarães, além do filho mais novo do casal, o estudante Juan Victor Gonçalves, de 16 anos, foram encontrados mortos dentro do porta-malas do carro da família, um Jeep Compass azul, na Estrada do Montanhão, zona rural de São Bernardo. Laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) indicou que a causa da morte dos três foi traumatismo encefálico, possivelmente provocado por pauladas na cabeça.

“A filha do casal foi ouvida exaustivamente no primeiro dia, juntamente com a sua companheira, e a questão que levantaram é que era um problema de pagamento de agiota, porém os investigadores percebiam algumas contradições nas versões apresentadas pelas duas”, contou o delegado Paul Henry Bozon Verduraz, da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic).

A Polícia Civil tenta identificar e prender o sexto suspeito de participar do assassinato da família. Ele seria um homem que teria resgatado o grupo de carro na estrada de terra onde o veículo da família foi encontrado carbonizado. O nome e a foto dele não foram divulgados.

No depoimento de segunda-feira (4), um dos envolvidos no crime contou à polícia como a ação foi planejada. Juliano Ramos Júnior, primo de Carina disse que, dois dias antes dos assassinatos, ele, os dois comparsas, Carina e Ana Flávia fizeram uma reunião para combinar o roubo à casa da família porque ali teria cerca de R$ 85 mil guardados.