Policial forçado a renunciar após massacre em escola de Parkland dá sua versão sobre o ocorrido

‘Não sou nenhum covarde’, disse Scot Peterson acusado de ter falhado na resposta ao tiroteio, que matou 17 pessoas

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Scot Peterson foi afastado do cargo depois de acusações públicas do sheriff Scott Israel
Scot Peterson foi afastado do cargo depois de acusações públicas do sheriff Scott Israel

O policial Scot Peterson, acusado de ter falhado ao ter esperado quatro minutos para entrar na escola Marjory Stoneman Douglas High School onde 17 pessoas foram assassinadas em Parkland, deu sua versão sobre o ocorrido e se defendeu na segunda-feira (26).

Peterson acredita que as medidas que ele tomou foram as apropriadas no primeiro momento em que escutou o barulho que, a princípio, ele pensou que fossem fogos de artifício e não tiros. Segundo o policial, afastado do cargo e em seguida obrigado a renunciar, disse que ele e um segurança da escola saíram de um prédio e correram até o local de onde vinha o barulho.

“Peterson ouviu os tiros, mas pensou que estavam vindo do lado de fora de outro edifício. O BSO (Broward Sheriff’s Office) treina seus oficiais para que em ocasiões onde houver tiros do lado de fora, deve-se buscar abrigo até chegar reforço”, disse o advogado do policial, Joseph Diruzzo.

Ele foi o primeiro policial a avisar sobre o tiroteio aos colegas do BSO e iniciar o ‘code red’ na escola. Peterson foi acusado publicamente pelo sheriff Scot Israel de negligência. Em coletiva de imprensa, Israel disse que ‘ele tomou posição, mas nunca entrou no prédio. Ele deveria ter entrado e matado o atirador’, disse Israel.

“Mr. Peterson queria ter evitado a morte de 17 inocentes naquele dia e seu coração está com a família das vítimas”, informou o advogado em comunicado.

No dia 14 de fevereiro, o ex-aluno Nikolas Cruz entrou na escola armado com um rifle AR-15, matou 17 pessoas e feriu outras 12.