Preço médio de uma casa no sul da Flórida atinge $425 mil e é o maior da história

O aumento é justificado pelo crescimento de 12% das vendas de imóveis na região este ano

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Comprados têm buscado, majoritariamente, por residências unifamiliares (foto: freepik)
Comprados têm buscado, majoritariamente, por residências unifamiliares (foto: freepik)

O ano 2020 acaba de bater mais um recorde para o mercado imobiliário da Flórida: o preço médio de uma casa para uma família de quatro pessoas nos condados de Miami-Dade, Broward e Palm Beach saltou para $ 425 mil e é o mais alto de todos os tempos.

Até 2019, este o valor era $377,7 mil, o que representa uma alta de 15.2% na comparação entre os dois anos. De acordo com a Miami Association of Realtors, as vendas de imóveis aumentaram 12% em setembro de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado, forçando uma reavaliação dos valores.

“Esta é a primeira vez que as pessoas passam tanto tempo em casa”, disse ao jornal Miami Herald, Jessica Adams, consultora imobiliária global da One Sotheby’s International Realt.

Segundo ela, a busca de casas em setembro reflete uma preferência contínua por um tipo específico de residências unifamiliares, durante este ano de pandemia. “Muitas pessoas encaram suas casas de uma maneira diferente agora”, disse Adams.

Ela explicou que as áreas favoritas dos compradores de residências unifamiliares são, principalmente, Weston, Parkland, Lighthouse Point em Pompano Beach, Oakland Park, East Plantation e Coral Springs.

Já a região de Hallandale Beach, Pompano, Deerfield Beach e Fort Lauderdale são mais solicitadas para apartamentos de um ou dois quartos, majoritariamente, para solteiros ou casais sem filhos.

 O preço médio dos apartamentos ‘singles’ nessas áreas também valorizou 11,8% neste ano, saltando de $170 mil para $190 mil.

As vendas de casas fecharam a 97,1% do valor pedido pelo comprador, ante 96,2% em 2019. Já os apartamentos fecharam a 95,2% do valor listado, ante 94,4% do ano passado.

Compras à vista representaram 28,8% de todos as vendas, contra 33,8% no mesmo período de 2019.