Preços de passagens aérea devem cair até o fim do ano no Brasil

O preço das passagens aéreas subiu em média 18,63% em julho, na comparação com junho, segundo divulgou o IBGE

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Aeronave da Azul (Foto: Rafael Luiz Canossa/Wikimedia Commons)
Aeronave da Azul (Foto: Rafael Luiz Canossa/Wikimedia Commons)

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse na quinta-feira (8) que o preço das passagens aéreas deve começar a cair no fim deste ano no Brasil. 

Segundo o ministro, a entrada de novas companhias internacionais no mercado nacional, o remanejamento dos slots (autorizações de voo) da Avianca – em recuperação judicial desde o fim do ano passado – e o aumento de investimentos das companhias Gol e Azul devem contribuir para uma redução dos preços das passagens aéreas.

“Estamos equacionando a questão dos slots nos aeroportos saturados em função da Avianca. Em Congonhas, a gente já está mexendo nisso. Tudo levar a crer que vamos começar a observar já no fim do ano uma redução do preço da passagem”, afirmou Tarcísio, durante evento promovido pelo banco BTG em São Paulo.

O preço das passagens aéreas subiu em média 18,63% em julho, na comparação com junho, segundo divulgou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em 12 meses, o aumento acumulado é de 23,42%.

O ministro também afirmou que o governo trabalha para simplificar a regulação do setor e busca uma redução do preço de combustível.

“Estamos negociando, conversando ou sensibilizando vários governadores para fazer a redução do ICMS sobre querosene de aviação. Isso tem de estar atrelado com contrapartidas, que são mais voos”, afirmou Tarcísio.

Entrada de novas empresas

Nos últimos meses, algumas empresas estrangeiras já passaram a operar no país ou demostraram interesse no mercado local.

Em março, a companhia norueguesa de baixo custo Norwegian começou a operar, com voos direto do Rio de Janeiro para Londres. E em maio, a Air Europa apresentou pedido para operar voos domésticos no país.

Em dezembro do ano passado, o então presidente Michel Temer editou uma medida provisória (MP) que liberou 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas brasileiras.