O aumento no número de lagartos-do-Nilo no sul do estado tem preocupado autoridades ambientais, que veem na expansão da espécie invasora um risco concreto ao equilíbrio ecológico e à segurança de moradores. Reportagens da ABC News apontam que essa espécie, originária da África, foi introduzida no estado na década de 1980, por meio do comércio de animais exóticos. Ao longo dos anos, exemplares desses répteis escaparam ou foram soltos na natureza e encontraram, no sul da Flórida, um ambiente favorável para sobrevivência e reprodução.
Com clima quente, abundância de água e áreas alagadas, a região oferece condições muito semelhantes ao habitat natural desses animais, o que facilita sua reprodução e dispersão. Em termos práticos, essa rede de canais forma verdadeiros “corredores ecológicos”, permitindo que os lagartos se desloquem com rapidez entre diferentes locais.
Esses répteis podem ultrapassar 1,5 metro de comprimento e são considerados predadores altamente adaptáveis, alimentando-se de praticamente tudo o que conseguem capturar — de peixes e anfíbios a aves, ovos, pequenos mamíferos e até filhotes de outros répteis. Autoridades alertam que a espécie pode afetar populações já vulneráveis, como tartarugas, aves costeiras e até o crocodilo-americano. A destruição de ninhos e a predação de ovos são apontadas como algumas das principais ameaças.
Embora o risco direto para humanos seja considerado baixo, os lagartos podem se tornar agressivos quando se sentem ameaçados. São fortes, possuem garras e dentes afiados, que podem causar ferimentos significativos, e ainda utilizam a cauda como mecanismo de defesa. Para evitar que esses animais sejam atraídos para áreas residenciais, a recomendação é não expor restos de comida, manter o lixo em local inacessível e não alimentar animais silvestres.
Especialistas e órgãos ambientais recomendam aos moradores algumas medidas caso se deparem com um desses animais:
• Mantenha distância: não tente capturar, alimentar ou provocar o animal.
• Evite movimentos bruscos: isso pode ser interpretado como ameaça.
• Proteja animais domésticos: cães e gatos devem ser mantidos dentro de casa ou sob supervisão.
• Afaste-se com calma: dê espaço para que o animal siga seu caminho.
• Acione as autoridades: comunique à Florida Fish and Wildlife Conservation Commission (FWC), responsável pelo monitoramento e controle da espécie. Os telefones para contato são (850) 488-4676 (atendimento geral) e (888) 404-3922 (hotline para denúncias).
Com informações da ABC News.
