Estados Unidos

Presidente da Câmara americana pede inquérito para impeachment de Joe Biden

O presidente será investigado por possível abuso de poder e corrupção em empreendimentos estrangeiros de seu filho Hunter Biden

Republicanos investigam negócios da família Biden. Foto: Axios

Presidente da Câmara americana, o republicano Kevin McCarthy anunciou na terça-feira (12) o pedido de abertura de inquérito de impeachment do presidente Joe Biden. A medida ocorre em meio à crescente pressão dos republicanos, que acusam Biden de lucrar enquanto serviu como vice-presidente, de 2009 a 2017, com os empreendimentos comerciais estrangeiros de seu filho Hunter Biden. “Estas são alegações de abuso de poder, obstrução e corrupção”, disse McCarthy em coletiva. “Elas merecem uma investigação mais aprofundada pela Câmara dos Representantes”, completou.

A investigação se concentrará nos negócios de Hunter Biden na Ucrânia, que os republicanos vêm investigando desde que conquistaram a maioria na Câmara, este ano. De fato, o primeiro pedido de impeachment de Trump ocorreu depois que o então presidente ligou para Volodymyr Zelensky, pendido que seu interlocutor ucraniano investigasse Joe Biden, principal pré-candidato democrata na corrida para as eleições de 2020, e seu filho, Hunter Biden, que é integrante do conselho de uma empresa de gás ucraniana. Em troca, segundo um informante cuja identidade não foi revelada, Trump teria prometido “algum benefício” ao líder ucraniano, possivelmente ajuda militar ao país.

Os republicanos têm investigado os negócios internacionais de Hunter Biden há anos, e um promotor federal também busca acusações criminais relativas a impostos. Segundo McCarthy, há evidências de transferência de dinheiro e outras atividades que “pintam o cenário de uma cultura de corrupção” na família Biden.

Ainda não se sabe se McCarthy terá apoio da maioria dos 222 republicanos e 212 democratas para que a votação seja bem sucedida.

Nenhum presidente dos EUA jamais foi destituído do cargo por impeachment, mas o procedimento — que já foi considerado raro — tornou-se mais comum nos últimos mandatos presidenciais.

*com informações da BBC

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